Sexta-feira, 5 jul 2019 - 15h04
Por Maria Clara Machado

Hubble captura o maior show de fogos de artifício no espaço

Uma imagem extraordinária capturada pelo Telescópio Hubble, da Nasa, circulou esta semana e chamou atenção! Imagine fogos de artifício em câmera lenta que começaram a explodir há 170 anos e ainda continuam aparecendo no espaço. Foi assim, que a Nasa definiu o show de luzes no espaço lançado pela estrela Eta Carinae, a 7.500 anos-luz de distância. A imagem mostra os gases quentes em expansão da estrela brilhante, em vermelho, branco e azul.

Usando a Wide Field Camera 3 do Hubble para sondar a nebulosa em luz ultravioleta, os astrônomos descobriram o brilho do magnésio embutido no gás quente (mostrado em azul) em lugares nunca visto antes. Crédito: NASA, ESA, N. Smith (Universidade do Arizona) e J. Morse (BoldlyGo Institute, NY)
Usando a Wide Field Camera 3 do Hubble para sondar a nebulosa em luz ultravioleta, os astrônomos descobriram o brilho do magnésio embutido no gás quente (mostrado em azul) em lugares nunca visto antes. Crédito: NASA, ESA, N. Smith (Universidade do Arizona) e J. Morse (BoldlyGo Institute, NY)

A estrela pode ter inicialmente pesado mais de 150 sóis e durante décadas, os astrônomos especularam se Eta Carinae estaria à beira da destruição total. Ela passou pela Grande Erupção em 1840, quando se tornou a segunda estrela mais brilhante visível no céu, sendo uma importante referência para a navegação de marinheiros nos mares do Sul.

Durante todo esse tempo a estrela perdeu brilho e já é pouco visível a olho nu, mas os fogos de artifício ainda estão lá. Os astrônomos usaram quase todos os instrumentos do Hubble nos últimos 25 anos para estudar Eta Carinae.

O Hubble mapeou o brilho da luz ultravioleta do magnésio contido no gás quente e descobriu gases em lugares onde os astrônomos nunca tinham visto antes.

"Descobrimos uma grande quantidade de gás quente que foi ejetado na Grande Erupção, mas ainda não colidiu com o outro material em torno de Eta Carinae", explicou Nathan Smith, do Observatório Steward, da Universidade do Arizona, que lidera o programa Hubble.

"A maior parte da emissão está localizada onde esperávamos encontrar uma cavidade vazia. Esse material extra é rápido e supera a expectativa do que já era uma explosão bastante potente.” O gás recentemente revelado é importante para entender como a erupção começou.

"Nós usávamos o Hubble há décadas para estudar Eta Carinae em luz visível e infravermelha, e pensamos que tínhamos uma contabilidade bastante completa de seus detritos ejetados. Mas, essa nova imagem de luz ultravioleta parece surpreendentemente diferente, revelando gás que não vemos em outras imagens de luz visível ou infravermelha”, completa Smith.

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