Segunda-feira, 22 fev 2010 - 09h08

Imagem mostra trilhas de satélites na nebulosa de Órion

Quando um satélite é colocado a 36 mil quilômetros acima da superfície da Terra, seu período orbital coincide com o tempo de rotação da Terra, que é de 24 horas. Devido a esse sincronismo de movimentos, essa órbita é chamada de geossíncrona. Se um satélite em órbita geossíncrona estiver acima da linha do equador, um interessante fenômeno acontece e para um observador na Terra o satélite parecerá imóvel, sempre sobre o mesmo ponto do céu.

Trilha de Satélites Geoestacionários
Clique para ampliar

A capacidade de um satélite permanecer fixo sobre o mesmo ponto é largamente empregada na observação meteorológica, uma vez que a mesma área da superfície é sempre observada da mesma posição, permitindo aos pesquisadores acompanharem o deslocamento das massas de ar, furacões e outros fenômenos. Nas telecomunicações o benefício é imediato: um satélite colocado acima do Atlântico, por exemplo, permite conectar as Américas com a Europa ou África com apenas duas antenas apontadas para o mesmo satélite.

De fato, se pudéssemos observar um satélite do tipo geoestacionário o veríamos sempre na mesma posição, parado contra o fundo de estrelas e planetas aparentemente móveis, deslocando-se no céu devido ao movimento de rotação da Terra.

Mas, e se fosse ao contrário? O que veríamos se apontássemos um telescópio profissional para uma estrela ou planeta que estivessem sendo acompanhados suavemente pelo mecanismo de rastreamento do instrumento?

A resposta para essa pergunta é a imagem mostrada. Em telescópios com acompanhamento automático, o movimento de rotação da Terra é compensado por um pequeno motor que gira o equipamento no sentido oposto ao da rotação da Terra. Isso faz com que as estrelas e planetas pareçam estáticos no campo de visão do instrumento, permitindo que os astrônomos possam estudar qualquer objeto como se estivesse imóvel.

Como os satélites geoestacionários acompanham o movimento da Terra e os telescópios fazem a compensação em sentido inverso, o resultado de uma observação a longo prazo são os traços mostrados na cena. Nela, os satélites em grande altitude ainda reluzem a luz rasante do Sol que atinge suas estruturas e painéis solares, criando traços que nada mais são do que o resultado do movimento do telescópio, que nesta foto segue com extrema precisão a região da nebulosa de Órion.


Foto: Trilhas luminosas de satélites geoestacionários, criadas pelo mecanismo de compensação de rotação Terra utilizado em telescópios. Crédito: Babak Tafresh/Nasa/APOD.

LEIA MAIS NOTÍCIAS
Base de Dados Completa

Se você precisa de uma base de dados de latitude e Longitude das cidades brasileiras, clique aqui.
Podemos fornecer uma base completa, com mais de 5500 cidades em formato Excel.
Ideal para Projetos, Desenvolvimentos e construção de aplicativos.














Termo de Uso  |   Links Úteis  |   Imprensa  |  Anuncie  |  Fale Conosco  |  Versão Celular  |   Política de Privacidade

Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2019

"Os homens deveriam fazer com suas esperanças o que fazem com suas galinhas: cortar suas asas para que não possam fugir voando" - Lorde Halifax