Terça-feira, 16 out 2007 - 10h00

Liberadas as primeiras imagens do mais poderoso satélite não militar

Faça a seguinte experiência: coloque uma caixa de bombons de 50 centímetros no topo de uma montanha e se afaste dela por 750 quilômetros. Utilize um balão com cabine pressurizada e suba pelo menos 30 quilômetros para que o local da montanha possa ser visto no horizonte. Agora aponte para lá um excelente telescópio comercial e tente localizar a caixa de bombons. Por mais que você tente, não vai conseguir vê-la. São diversos os fatores que vão impedi-lo, desde a qualidade das lentes, do tamanho do telescópio e principalmente a capacidade que sua visão tem de distinguir objetos pequenos.

Essa capacidade de poder "separar" objetos pequenos é chamada de resolução e é ela que determina qual o menor objeto que pode ser reconhecido nas imagens de satélites e seu valor é expresso em metros por pixel. Quanto menor esse número, mas detalhes caberão na imagem final. Se um sistema é capaz de "resolver" objetos de 1 metro, diz-se que sua resolução é de 1 metro por pixel. Se o objeto for menor que isso não será visível na imagem.

Para se ter uma idéia, o recém lançado satélite sino-brasileiro Cebers-2b, têm uma capacidade de resolução de 2.5 metros. Dessa forma, o menor objeto que ele é capaz de "resolver" deve ter dimensões maiores que essa. Essa resolução permite que o satélite seja usado principalmente no monitoramento agrícola, ambiental e planejamento urbano, onde os objetos são sempre maiores que isso. No entanto, existem situações em que seria interessante estudar objetos ainda menores, geralmente associados a algum tipo de planejamento.

E é isso o que pretende o Wordview-1, o mais poderoso satélite comercial em órbita da Terra. De acordo com seus proprietários, seu sistema óptico é capaz de "resolver" objetos a partir de 50 centímetros. Do tamanho de uma caixa de bombons.

O Wordview-1 foi lançado no dia 18 de setembro da base aérea de Vandenberg, nos EUA, e permaneceu por ajustes até o começo desta semana, quando as primeiras imagens foram liberadas. De acordo com Jill Smith, principal executivo da DigitalGlobe, proprietária do satélite, as primeiras imagens demonstram qualidade e informação geoespacial muito superiores as do seu antecessor, o satélite Quickbird, de 65 centímetros de resolução. "Como os sistemas ainda estão sendo calibrados, esperamos qualidade ainda maior para os próximos dias", completou.

A DigitalGlobe é a principal fornecedora das imagens encontradas no software Google Earth, disponibilizadas aqui no Apolo11 através do aplicativo Satmaps.

Segundo a empresa, a órbita do Wordview-1 permite que um determinado local seja imageado 1.7 vezes ao dia, registrando até 750 mil quilômetros quadrados de área a cada 24 horas. Até o final do ano deverá entrar em operação um segundo satélite com a mesma resolução.

Fotos: No topo, as três primeiras imagens divulgadas captadas pelo satélite Wordview-1. No topo, parte da cidade de Houston, no Texas, em cena registrada no dia 2 de outubro de 2007. No centro, vista da cidade japonesa de Yokohama. Observe a torre de TV no canto superior direito. A cena foi captada no último dia 5 de outubro. Acima, a cidade de Adis-Abeba, na África, também vista pelas lentes do Wordview-1 no dia 5 de outubro. Para ver as imagens ampliadas, clique sobre elas.

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