Sexta-feira, 29 fev 2008 - 08h34

Local para pousos na Lua é mais montanhoso do que se imaginava

Imagens capturadas pela Nasa esta semana revelaram que o extremo sul da Lua é bem mais montanhoso do que se imaginava. O local teroricamente, poderá servir para pousos futuros das novas missões tripuladas previstas para irem a Lua. Porém, segundo a Nasa, o terreno acidentado não torna a área "menos atraente".

Usando um radar instalado no deserto do Mojave, Califórnia, a agência espacial americana fez um mapa extremamente detalhado do pólo sul lunar e descobriu enormes picos e crateras. Foi examinada uma região próxima à cratera Shackleton e obtida imagens com alta definição.

Existiam sinais de que poderia haver gelo nas áreas escuras da cratera, mas isso nunca foi comprovado. Foi constatada uma montanha com cerca de 6 mil m de altitude, equivalente ao monte McKinley, no Alasca. Já as crateras têm até 4 km de profundidade. Com essa extensão, seria possível abrigar o maior vulcão terrestre, Mauna Loa, dentro do buraco.

"Continua sendo uma área de alto interesse para futuros pousos humanos. Esse tipo de informação é crítica para compreender onde estaremos, se escolhermos pousar aqui", disse Doug Cooke, do Diretório da Missão de Sistemas Exploratórios da Nasa.

"Ter água congelada nos dá uma fonte de água e nos dá uma fonte de hidrogênio e oxigênio, que podem ser transformados em combustível. Uma das coisas que nos interessa fazer conforme exploramos a Lua e finalmente Marte é aprender a tirar vantagem dos recursos que há para melhorar as missões e reduzir a quantidade de reabastecimento e logística na Terra", afirmou Cooke.

Disparando contra a Lua
A região polar da Lua foi analisada em três ocasiões durante seis meses em 2006. Para o estudo foi utilizada a enorme antena parabólica de 70 metros do Radar Goldstone para o Sistema Solar, que lançou um feixe de microondas com 500 kilowatts durante 90 minutos até a Lua, distante 373 mil km. O sinal do radar varreu uma área de 650 km por 400 km. 2.5 segundos após, o sinal foi refletido para duas antenas de 34 metros de diâmetro, também localidas em Mojave.

Gráfico: No topo vemos um das imagens captadas pelo Radar Goldstone. A área destacada em rosa mostra elevação montanhosa de aproximadamente 6 mil metros de altura. Na seqüência vemos a gigantesca antena de 70 metros de diâmetro, usada no experimento. Crédito: Nasa.

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