Segunda-feira, 19 jan 2009 - 09h57

Lua: imagens de radar mostram áreas nunca vistas

Observar o interior das crateras da Lua não é uma tarefa simples, principalmente se os raios solares nunca chegam ao fundo delas. A investigação dessas regiões lunares é de extrema importância, já que sem a luz do Sol possíveis depósitos de água podem estar ocultos e congelados há milhões de anos.

Para observar o interior das frias e escuras crateras lunares, cientistas da Nasa já estão utilizando um novo radar a bordo da nave indiana Chandrayaan-1 e as primeiras imagens do interior das crateras escuras estão sendo reveladas.

O instrumento responsável pelas observações é o Mini-SAR, um radar de abertura sintética que após passar pelos testes iniciais de funcionamento já está enviando seus primeiros dados à Terra. As imagens geradas pelo Mini-SAR mostram com bastante clareza o chão das crateras polares eternamente sombreadas e que nunca foram vistas da Terra.

"O único jeito de explorar essas áreas é usando imagens de um radar orbital", disse Benjamin Bussey, principal pesquisador dos dados do Mini-SAR junto ao Laboratório de Física Aplicada da universidade Johns Hopkins, nos EUA. "Esse é o primeiro passo da nossa equipe que trabalhou mais de três anos para chegar a este ponto".

De fato, as imagens enviadas pelo Mini-SAR impressionam pela clareza de detalhes. Os primeiros dados chegaram em 17 de novembro de 2008 e mostram parte da cratera Haworth, no polo sul da Lua e a borda oeste de Seares, uma cratera de impacto próxima ao polo Norte lunar. Nas imagens as áreas brilhantes representam superfícies rugosas ou encostas voltadas na direção da nave, a 100 quilômetros de altitude.

"Esperamos que nos próximos meses o instrumento esteja 100% calibrado e coletando valiosos dados científicos da Lua", disse Jason Crusan, diretor da Nasa para o programa Mini-SAR.


Mini_SAR
O Mini-SAR é um dos onze instrumentos a bordo da nave indiana Chandrayaan-1 e um dos dois equipamentos desenvolvidos pela Nasa para a missão. O outro é o instrumento MMM (Moon Mineralogy Mapper), um espectrômetro de ultima geração que será o responsável pelo primeiro mapa em três dimensões dos recursos minerais da Lua.

O Mini-SAR tem capacidade de resolução de 150 metros por pixel, o que significa que o menor detalhe revelado precisa ter essas dimensões para ocupar apenas 1 pixel da imagem.

Os dados de ambos os instrumentos deverão contribuir de forma decisiva para a compreensão do ambiente lunar que permitirá a implementação das futuras missões robóticas e humanas na Lua.

A sonda Chandrayaan-1 foi lançada ao espaço em 21 de outubro e entrou na órbita lunar no dia 8 de novembro (2008). Desde então a sonda orbita o satélite a uma altitude de 100 km e deverá permanecer em operação por aproximadamente 1 ano.


Foto: Imagem do radar Mini-SAR sobreposta à do radar do radiotelescópio do observatório de Arecibo. A pequena faixa foi captada no dia 17 de novembro de 2008 e mostra os detalhes que o radar baseado em terra não pode captar. Vista pelo telescópio de Arecibo os detalhes das profundezas da cratera Haworth não são visíveis, ao contrário das imagens feitas pelo Mini-Sar, que mostram o fundo da cratera. A sobreposição cobre uma faixa de 50 km de comprimento por 18 km de largura. Crédito: ISRO/NASA/JHUAPL/LPI/Cornell University/Smithsonian

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