Segunda-feira, 3 nov 2014 - 11h41
Por Rogério Leite

Missão Rosetta: Tudo pronto para o pouso no cometa 67/P

Após percorrer mais de 6.5 bilhões de quilômetros dentro do Sistema Solar, a missão europeia Rosetta está prestes a atingir seu objetivo e se tudo correr como planejado, no próximo dia 12 uma pequena nave espacial pousará pela primeira vez na superfície de um cometa.

Cometa 67/P visto da nave Rosetta
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A sonda Rosetta atingiu a orbita do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko em 6 de agosto de 2014, após uma série de manobras que iniciaram três meses antes. Desde então, a sonda vem realizando diversas prospecções à distâncias cada vez menores, com o objetivo principal de mapear o local de pouso para a pequena nave Philae, de menos de 100 quilos.

E o momento do pouso chegou.

Operação
A pequena sonda deverá se separar da nave-mãe Rosetta no dia 12 de novembro, as 06h35 BRST (Horário de Verão), seis horas depois de os retrofoguetes de Rosetta serem acionados para correção de órbita e ajuste de velocidade.

Quarenta minutos após a separação, uma nova manobra fará a Rosetta se posicionar adequadamente, de modo a registrar o pouso e permitir que os dados da sonda Philae sejam retransmitidos à Terra em tempo real.

O pouso da Philae deve ocorrer sete horas após a separação, às 13h35 BRST, mas devido à distância até a Terra, a confirmação de cada etapa só chegará ao centro de controle da missão, em Darmstadt, na Alemanha, 28 minutos depois. Toda a operação será transmitida ao vivo.


Estilingadas Gravitacionais
Para atingir seu objetivo, desde que foi lançada em 2 de março de 2004, Rosetta recebeu algumas "estilingadas gravitacionais" da Terra e de Marte, que a ajudaram a ganhar mais velocidade. A primeira estilingada foi em 4 de março de 2005, quando a Terra arremessou a sonda em direção a Marte, que a mandou de volta ao nosso planeta em 25 de fevereiro de 2007.

Em setembro de 2008 a nave sobrevoou o asteroide 2867 Steins e no final de 2009 Rosetta passou novamente pela Terra, quando recebeu um novo impulso gravitacional que a arremessou em direção ao asteroide 21 Lutetia.

Após o estudo de Lutetia e Steins, situados na região conhecida como "cinturão de asteroides", localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, Rosetta entrou em modo de hibernação, com o computador de bordo parcialmente ativado. Em 20 janeiro de 2014 a nave deixou o modo de hibernação e retomou as operações que a levarão até o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko


Rosetta já orbitou o Sol por cinco vezes e segundo os responsáveis pelo projeto, essa é a mais complexa exploração de um cometa jamais vista.


O cometa
O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foi descoberto em 1969 por Konstantin Churyumov, da Universidade de Kiev, na Ucrânia e seu colega S. Gerasimenko, do Instituto de Astrofísica do Tajiquistão.

A rocha tem um núcleo de cerca de 5 quilômetros de largura e orbita o Sol a cada 6.6 anos. Em seu afélio, ponto de maior afastamento do Sol, sua distância chega a atingir 857 milhões de quilômetros, enquanto seu periélio, menor distância da estrela, é de 186 milhões de quilômetros, um pouco maior que a distância da Terra ao Sol.


Agora
Neste momento, Rosetta se encontra a 457 milhões de km do Sol e 501 milhões de km da Terra. A distância acumulada de sua viagem já ultrapassa 6.53 bilhões de km.


Artes: No topo, cometa 67/p Visto pela câmera principal da nave Rosetta no dia 3 de agosto de 2014, quando a nave estava a 285 km de distância. Acima, vídeo da ESA mostra todas as etapas da operação de pouso. Créditos: ESA, Apolo11.com.

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