Segunda-feira, 23 out 2006 - 06h17

Mudanças climáticas deverão causar temperaturas extremas e chuvas pesadas

As recentes ondas de calor que atingiram a Europa e Estados Unidos, aliadas às prolongadas secas no oeste americano e às nevascas na Àsia, Europa e EUA, são indicativos do rumo, a longo prazo, das mudanças climáticas que estão a caminho.

Esse é o resultado do mais recente estudo conjunto feito por cientistas norte-americanos e australianos, baseado nos mais avançados modelos climáticos do mundo.

De acordo com o estudo, grande parte do planeta enfrentará grandes riscos de ondas de calor, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos.

O estudo, chamado de Indo aos Extremos, será publicado na edição de dezembro do periódico Climatic Change e foi elaborado pelos cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) dos EUA, da Universidade do Texas e do Centro de Pesquisas do Bureau de Meteorologia da Austrália.

Diversos estudos já analisaram o impacto que terá o aumento da concentração dos gases do efeito estufa sobre a temperatura e pluviosidade média no planeta. A diferença é que o novo trabalho focaliza, em detalhes, os eventos extremos que deverão ocorrer.

De acordo com Claudia Tebaldi, principal autora do estudo e ligada ao NCAR, são os extremos, e não as médias, que causam a maior parte dos danos à sociedade e a muitos ecossistemas. "Temos agora o primeiro consenso baseado em modelos climáticos sobre como o risco de ondas de calor, chuvas intensas e outros tipos de fenômeno extremo mudarão no próximo século", disse.

O trabalho de Tebaldi é uma das primeiras pesquisas a se basear nas simulações feitas em supercomputadores, executadas recentemente para o Comitê Intergovernamental sobre Mudança Climática, IPCC. O próximo relatório do IPCC deverá ser divulgado em 2007.

Tebaldi e seus colegas basearam o trabalho em simulações de nove diferentes modelos do clima para os períodos 1988-1999 e 2080-2099. As simulações foram criadas em supercomputadores de centros de pesquisa da França, Japão, Rússia e EUA. Cada modelo simulou o período 2080-2099 três vezes, variando o nível de acumulação de gases do aquecimento global na atmosfera.

Em todos os cenários, os modelos concordam que, entre 2080 e 2099, o número de noites extremamente quentes e a duração das ondas de calor aumentarão de forma significativa sobre todas as massas de terra do globo. Durante as ondas de calor, noites quentes são especialmente perigosas, porque as pessoas têm menos oportunidade de se refrescar.

A maioria das áreas acima dos 40º de latitude norte verão um salto importante no número de dias com chuva pesada, acima de 1200 mm. Isso inclui a maior parte da Europa.

Muitas dessas tendências perde bastante força no cenário de baixas emissões de gases do efeito estufa, em comparação com os cenários moderado e alto. Os autores sugerem que a redução nas emissões poderá, portanto, reduzir os riscos de ocorrência dos eventos mais catastróficos.

Foto: Têrmômetros de rua mostram números extremamente elevados durante o verão de 2006 na Europa. Na foto acima as chaminés das indústrias marcam o progresso do Homem moderno, ao mesmo tempo que lançam ao ar enorme concentrações de gases responsáveis pelo aquecimento do planeta.

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