Segunda-feira, 24 dez 2007 - 10h18

Nasa confirma: asteróide pode se chocar com Marte em janeiro

Um asteróide recém descoberto, que passou próximo à Terra em novembro de 2007, está agora a caminho do Planeta Vermelho. De acordo com os últimos cálculos feitos por cientistas ligados ao JPL - Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA - existe 1 chance em 75 de que o objeto venha a colidir com a superfície do planeta. Segundo as estimativas, caso ocorra, o impacto será no dia 30 de janeiro de 2008, às 22h55 UTC (20h55 pelo horário de Brasília).

Designado como 2007 WD5, o asteróide foi descoberto no dia 20 de novembro de 2007 pelo Centro de Pesquisa Catalina, da Nasa, através do telescópio de 1500 milímetros localizado em Monte Lemmon, no Arizona. No dia 1 de novembro, antes de ser descoberto, o asteróide havia passado a 7.5 milhões de quilômetros do nosso planeta. Baseado na magnitude do objeto, os cientistas do JPL estimam que a rocha tenha aproximadamente 50 metros de diâmetro.

Diagramas fornecidos pelo JPL mostram que 2007 WD5 se encontra nesse momento à meia distância entre a Terra e Marte. De acordo com os cientistas que estão monitorando o asteróide, o momento da maior aproximação ocorrerá do lado iluminado pelo sol, dificultando as observações do bólido pelas naves que estão no solo ou na órbita de Marte.

Atualmente, as melhores estimativas indicam que o asteróide deverá chegar a apenas 50 mil quilômetros da superfície, mas essa distância é altamente incerta, já que a própria órbita do objeto não é totalmente conhecida, levando à imprecisões.

A chamada "região de incerteza" durante o encontro com Marte se estende mais de 700 mil quilômetros ao longo de um elipsóide de somente 1200 quilômetros de largura, mas que não intercepta o ponto onde Marte se encontra. Segundo o JPL, a zona de potencial impacto sobre a superfície de Marte é de aproximadamente 800 quilômetros de largura a partir do equador marciano, próximo à longitude 30 graus oeste. O jipe-robô Opportunity se encontra próximo ao limite sul desta zona de impacto, mas claramente fora dela.


Observações e Impacto
No momento, as observações feitas a partir da Terra estão prejudicadas devido à presença da Lua cheia, localizada no mesmo campo visual, mas deverão se tornar novamente favoráveis no início de janeiro. Isso permitirá aos cientistas realizarem novas medidas que deverão melhorar a modelagem da órbita do objeto, redefinindo as probabilidades de choque.

Caso ocorra o impacto, o asteróide atingirá o objeto com uma velocidade de 13.5 km/s e produzirá uma explosão da ordem de 3 megatons (milhões de toneladas) de TNT. Os efeitos dessa explosão são incertos, mas especula-se que a energia seja suficiente para produzir uma cratera de aproximadamente 1 km de diâmetro, além de uma significante quantidade de poeira que será lançada na atmosfera.

Uma explosão dessa magnitude é comparável àquela que ocorreu na Terra em 1908, na região de Tunguska, na Sibéria. Naquela ocasião o objeto não criou nenhuma cratera, desintegrando-se na atmosfera. Mesmo assim, o deslocamento de ar causado pela explosão foi tão grande que devastou uma grande área de floresta não habitada.

Artes: Nos gráficos, gerados pelo JPL, Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, vemos dois momentos da posição do asteróide 2007 WD5. No topo, a posição real dos dois objetos no dia 24 de dezembro, mostrando o asteróide a meio caminho do Planeta Vermelho. Na seqüência vemos que ambos os objetos se aproximam ao máximo. Crédito das imagens: JPL/NASA.

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