Quarta-feira, 6 ago 2014 - 10h26
Por Rogério Leite

Nave Rosetta se encontra com cometa e prepara pouso histórico

Mais de uma década após ser lançada, a sonda espacial Rosetta finalmente atingiu o seu destino e está agora a apenas 100 km do cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. É a primeira vez na história que uma nave orbita um cometa com o objetivo de pousar em sua superfície.

Cometa 67/P Close-up
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A série de dez manobras de aproximação começou em maio de 2014 e culminou na manhã dessa quarta-feira, após o disparo dos retrofoguetes que corrigiriam a posição da nave e a colocou em orbita do cometa. Nas próximas seis semanas Rosetta realizará mais duas manobras na frente de 69/P, a primeira a 100 km e a segunda a 50 km.

Se a atividade do cometa permitir, a sonda realizará uma tentativa de aproximação ainda maior e poderá orbitar a rocha a apenas 30 de distância. Durante esse período, uma série de instrumentos estudará o ambiente cometário e também a topografia de sua superfície, com o objetivo também histórico de pousar ali uma pequena sonda de 100 quilos, chamada Philae.

Aproximação Cometa 67/P
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“Chegar no cometa foi a primeira parte de uma grande aventura, com grandes desafios pela frente. Vamos aprender como operar nesse ambiente ainda desconhecido, efetuar manobras e eventualmente pousar ali", disse Sylvain Lodiot, coordenador de operações da espaçonave Rosetta junto à Agência Espacial Europeia.

De acordo com Lodiot, pelo menos cinco locais de pouso deverão ser identificados até o final de agosto. Até a metade de setembro o local será anunciado e se tudo correr como planejado a sonda Philae deverá descer no cometa em 11 de novembro.

Após o pouso, a sonda Rosetta permanecerá em órbita e acompanhará o cometa até sua aproximação com o Sol em agosto de 2015, seguindo com ele depois disso. O objetivo será acompanhar o comportamento do cometa em tempo real durante sua jornada em direção ao Sol, observando pela primeira vez os mecanismos que atuam nessa dinâmica.


Equipe de controladores na sala de operações da missão Rosetta
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Estilingadas Gravitacionais
Para atingir seu objetivo, desde que foi lançada em 2 de março de 2004, Rosetta recebeu algumas "estilingadas gravitacionais" da Terra e de Marte, que a ajudaram a ganhar mais velocidade. A primeira estilingada foi em 4 de março de 2005, quando a Terra arremessou a sonda em direção a Marte, que a mandou de volta ao nosso planeta em 25 de fevereiro de 2007.

Em setembro de 2008 a nave sobrevoou o asteroide 2867 Steins e no final de 2009 Rosetta passou novamente pela Terra, quando recebeu um novo impulso gravitacional que a arremessou em direção ao asteroide 21 Lutetia.

Após o estudo de Lutetia e Steins, situados na região conhecida como "cinturão de asteroides", localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, Rosetta entrou em modo de hibernação, com o computador de bordo parcialmente ativado. Em 20 janeiro de 2014 a nave deixou o modo de hibernação e retomou as operações que a levarão até o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko


Desde que foi lançada, Rosetta já orbitou o Sol por cinco vezes e segundo os responsáveis pelo projeto, essa é a mais complexa exploração de um cometa jamais vista.


O cometa
O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko foi descoberto em 1969 por Konstantin Churyumov, da Universidade de Kiev, na Ucrânia e seu colega S. Gerasimenko, do Instituto de Astrofísica do Tajiquistão.

A rocha tem um núcleo de cerca de 5 quilômetros de largura e orbita o Sol a cada 6.6 anos. Em seu afélio, ponto de maior afastamento do Sol, sua distância chega a atingir 857 milhões de quilômetros, enquanto seu periélio, menor distância da estrela, é de 186 milhões de quilômetros, um pouco maior que a distância da Terra ao Sol.


Veja o que já foi publicado sobre a missão Rosetta


Artes: No topo, close-up do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko feito pelo instrumento OSIRIS, a bordo da sonda Rosetta, alguns instantes antes da aproximação máxima. Na sequência, visão panorâmica da rocha também feita instantes antes da aproximação. Acima, equipe de controladores da nave Rosetta na sala de controle da missão, em Darmstadt, Alemanha. Créditos: ESA, Apolo11.com.

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