Sexta-feira, 11 mar 2005 - 15h24

Pesquisadores desvendam enígma da Cratera do Meteoro

O meteorito que formou a Cratera do Meteoro, no Arizona (EUA), atingiu o planeta muito mais devagar do que os astrônomos supunham. Ainda assim, a velocidade era de mais de 10 vezes a de uma bala de rifle.

Novas análises, anunciadas hoje, explicam porque existe muito menos rocha derretida na cratera do que o esperado. O mistério tem desafiado os cientistas há anos.

O grande buraco no chão, de 190 metros de profundidade por 1.25 km de diâmetro, foi criado há 50 mil anos por um asteróide de 40 metros de largura.

Cálculos preliminares informavam que a velocidade do impacto foi de mais de 15 km/s, e foram baseados em estudos de impacto de grandes meteoros contra a Terra. Tal impacto deveria gerar muito mais rocha derretida do que o encontrado.

Um novo modelo matemático, divulgado hoje (10 de março), pelo Journal Nature, mostra que o objeto deve ter perdido muito sua velocidade no momento da entrada na alta atmosfera. Antes do impacto, parte do asteróide se partiu, criando uma nuvem de fragmentos de ferro.

Aproximadamente metade das 300 mil toneladas originais permaneceu intacta e atingiram o planeta a 12 km/s, disse o líder da pesquisa Jay Melosh, da Universidade do Arizona.

A Cratera do Meteoro é um local muito visitado por turistas e é a primeira cicatriz na terra confirmada como de origem extraterrestre.

"Esta é provavelmente a cratera mais estudada na Terra", disse Melosh. "Estamos surpresos em descobrir algo completamente inesperado sobre a sua formação”.

O novo modelo é baseado em parte pelas investigações feitas décadas atrás por Daniel Barringer, cujo nome está diretamente associado à cratera. Barringer e outros encontraram pedaços de ferro que variavam desde meio quilo até mais de 500 quilos em um raio de 9 km ao redor da cratera. O novo trabalho também é baseado em uma concepção melhorada de como a atmosfera terrestre amortece os sopros de ventos solares e cósmicos.

Em 1908, um asteróide de grande tamanho explodiu acima da superfície da Sibéria, esmagando centenas de quilômetros de floresta, mas curiosamente quase não deixou traços extraterrestres. Hoje em dia, utilizando satélites especiais, os cientistas têm monitorado meteoritos do tamanho de carros explodindo no ar.

"A atmosfera é uma eficiente tela protetora que evita que pequenos meteoritos atinjam a superfície”. explicou melosh.

Para os meteoritos maiores, como esse gigante de ferro que atingiu o Arizona, o efeito é o mesmo que bater contra um muro, disse Melosh, e muitas rochas são fragmentadas antes de atingir a superfície.

Segundo Melosh, mesmo considerando que o ferro seja muito forte, provavelmente o meteorito deve ter chegado rachado à atmosfera. “As partes enfraquecidas, após serem freadas pela atmosfera e terem parte de sua massa consumidas pelo arrasto e pelo calor extremo, entraram na Terra produzindo uma chuva de detritos que se estendeu por um raio de 14 quilômetros”.

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