Segunda-feira, 19 fev 2007 - 09h48

Risco de colisão faz cientistas monitorarem asteróide Apophis

Cientistas em todo o mundo, em especial dos Estados Unidos, passaram a monitorar mais de perto o asteróide 2004 MN4, também chamado de Apophis. De acordo com os últimos estudos, existe uma chance em 45 mil de que o objeto possa de fato se chocar com a Terra no ano de 2036, mais precisamente no dia 13 de abril.

O objeto passou a causar preocupação entre os membros da comunidade científica a partir de dezembro de 2004, quando cálculos mais apurados indicaram que a maior aproximação entre a Terra e o asteróide ocorreria no cruzamento de abril de 2029. Na ocasião, a menor distância calculada entre os dois objetos era de apenas 45 mil quilômetros, praticamente a mesma distância onde se localizam os satélites de comunicação.

No entanto, novos estudos feitos pelo JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, descartam a possibilidade choque nesta data, mas alerta que durante a aproximção de 2029 Apophis poderá passar através de uma região conhecida como "buraco gravitacional", uma precisa área no espaço que posicionará o asteróide para um possivel impacto, previsto para 2036.

Apophis faz parte de uma categoria de asteróides conhecidos como Aten, com o eixo semi-maior (diâmetro máximo da órbita) menor que 1 Unidade Astronômica, ou 149 milhões de quilômetros. Apophis executa uma revolução ao redor do Sol em 323 dias e dessa forma cruza a óribta terrestre duas vezes por ano.

Mesmo com baixas possibilidades de impacto, a NASA recebeu do congresso dos Estados Unidos a recomendação de aumentar o monitoramento sobre o asteróide e também de outros objetos próximos. De acordo com o ex-astronauta Rusty Schweickart, da Fundação B612 de estudos astronômicosa, todos os países estão em risco, por isso é necessário metodologias conjuntas para lidar com esse tema.

Schweickart, que integrou a missão Apollo 15, pretende entregar nesta semana ao Comitê da ONU de Uso Pacífico do Espaço, seu plano de regras de resposta global à ameaça de algum asteróide. A Associação de Exploradores Espaciais, formada por ex-astronautas e cosmonautas, também pretende realizar uma série de seminários com o objetivo de elaborar o plano, e em seguida fará uma proposta formal à ONU em 2009.


Impacto
Aphopis, que em grego significa "destruidor", é hoje o corpo celeste mais vigiado no espaço pela comunidade científica.

Baseado em estudos sobre o brilho do asteróide, os especialistas calcularam que Apohis mede entre 320 e 420 metros, e caso se choque com a Terra, sua massa, velocidade, composição e ângulo de entrada na atmosfera seriam suficientes para provocar uma explosão equivalente a 1480 megatons de TNT, o que representa 114 mil vezes a energia liberada pela bomba atômica lançada em 1945 sobre Hiroshima e sete vezes mais intenso que explosão do vulcão Krakatoa, na Indonésia, em 1883. Essa energia seria capaz de desintegrar completamente uma extensão de terra do tamanho da ilha da Sicília e causar efeitos colaterais na geografia, no clima e no meio ambiente de mais de 30% do planeta

Gráficos: A ilustração no topo da página mostra como seria o impacto de um asteróide na Terra. A segunda ilustração mostra a posição orbital de Apophis no dia 13 de abril de 2036.

Saiba mais sobre os riscos dos asteróides

LEIA MAIS NOTÍCIAS
Base de Dados Completa

Se você precisa de uma base de dados de latitude e Longitude das cidades brasileiras, clique aqui.
Podemos fornecer uma base completa, com mais de 5500 cidades em formato Excel.
Ideal para Projetos, Desenvolvimentos e construção de aplicativos.














Termo de Uso  |   Links Úteis  |   Imprensa  |  Anuncie  |  Fale Conosco  |  Versão Celular  |   Política de Privacidade

Apolo11.com - Todos os direitos reservados - 2000 - 2019

"O homem tem de estabelecer um final para a guerra, senão a guerra irá estabelecer um final para a humanidade" - John Kennedy