Quinta-feira, 28 dez 2006 - 08h48

Rússia lança Corot, a sonda caçadora de planetas

A Rússia lançou ontem, às 12h23 de Brasília, da base espacial de Baikonur no Casaquistão, mais um dos foguetes Soyuz-2, tendo como carga principal o observatório astronômico europeu Corot, destinado a detectar possíveis planetas fora do Sistema Solar, além da exploração do interior das estrelas.

Comandada pela CNES, a Agência espacial Francesa, a missão deverá durar pelo menos 6 anos e conta com a suporte científico e financeiro da Agência Espacial Européia, ESA, Brasil, Espanha, Alemanha, Áustria e Bélgica.

Esta é a primeira vez que astrônomos brasileiros participam da construção de um satélite astronômico, com os mesmos direitos de seus parceiros internacionais de explorar os dados científicos a serem obtidos.

De acordo com a AEB, Agência Espacial Brasileira, cerca de 70 astrônomos e estudantes dos principais centros de pesquisa de astronomia do País deverão participar das observações feitas pelo Corot.


Lançamento e Missão
O satélite partiu em direção à sua órbita na hora marcada e 9 minutos depois de ser lançado já estava separado do foguete lançador. Durante 50 minutos o satélite utilizou aceleração própria até alcançar a altitude nominal de 896 km quando no perigeu e 915 quilômetros no apogeu. Perigeu e apogeu são termos que informam o ponto mais afastado e mais próximo do centro da Terra.

Inicialmente programado para 21 de dezembro, o lançamento foi adiado depois que um vazamento foi detectado no foguete lançador Soyuz. Em órbita, o satélite tem uma massa de 630 quilos

Corot significa "Convecção, Rotação e Trânsitos planetários". Quando em operação, será capaz de explorar o interior das estrela através de um fenômeno conhecido como "estrelamotos", um ramo da sismologia estelar que estuda as ondas de baixa frequência que surgem no interior do astro e induzem perturbações na superfície.

Outro método que será usado pelo Corot para detectar planetas é conhecido como "trânsito", onde a passagem do astro frente à estrela principal causa o enfraquecimento na luz emitida.

Segundo os cientistas envolvidos no projeto, o Corot inaugura uma nova etapa na busca de planetas. Com seu telescópio de 27 centímetros de abertura acoplado a sua câmera de 4 |CCDs, será capaz de vigiar pelo menos 120 mil estrelas em diversos comprimentos de onda, desde o espectro infravermelho até os raios gama.

Fotos: Na extrema superior o foguete Soyuz aguarda o momento do lançamento. Nas imagens seguintes vemos o telescópio ainda em fase de testes apontando para fora da janela do laboratório. Na imagem seguinte temos a cena captada, agora na tela do computador.

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