Quarta-feira, 16 dez 2009 - 09h13

Sol acorda e manchas do tamanho da Terra ja causam tempestades

Ao que tudo indica, o longo período de calmaria por que passa o Sol pode estar com os dias contados. Na noite de ontem, uma grande erupção no disco solar provocou uma forte ejeção de massa coronal que está se dirigindo diretamente em direção à Terra. A explosão foi registrada pelas lentes do observatório espacial SOHO e suas partículas deverão chegar ao nosso planeta na sexta-feira.

A ejeção de massa coronal, ou CME, ocorreu ontem (terça-feira) às 23h20 pelo horário de Brasília e produziu um flare de classe C-4 de longa duração, provocado pela erupção do campo magnético ao redor do novo grupo de manchas solares 1035. As manchas surgiram na segunda-feira e já apresentam sete vezes o tamanho da Terra, podendo ser facilmente observadas através de telescópios de pequeno porte.

Como as manchas estão voltadas diretamente para a Terra, a ejeção de material foi disparada nesta direção e apesar de serem fracas poderão causar tempestades geomagnéticas e provocar auroras austrais nas latitudes médias e altas do nosso planeta.


Flare Solar
Flare ou rajada solar é uma explosão que acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada. Quando ocorrem, produzem enorme emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético, desde a região das ondas de rádio até a região dos raios-X e raios-gama.


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Como conseqüência, ocorrem as chamadas Ejeções de Massa Coronal, ou CME, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas no espaço a velocidades que superam a marca de dois milhões de quilômetros por hora. Nesta velocidade, as partículas ejetadas levam cerca de três ou quatro dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.

Quando observadas dentro do espectro de raios-x, que vai de 1 a 8 Angstroms, produzem um intenso brilho ou clarão. A intensidade desse clarão (ou flare) permite classificar o fenômeno em algumas categorias ou classes.

Os flares de Classe X são intensos e durante os eventos de maior atividade podem provocar blecautes de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias.

As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blecautes de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Tempestades menores muitas vezes seguem as rajadas de Classe M.

Por fim existem as rajadas de Classe C, fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra e também as mais comuns.


Tempestades geomagnéticas
A maior parte das partículas altamente carregadas que foram ejetadas são desviadas quando chegam próximas à magnetosfera da Terra. No entanto, parte dela consegue furar o bloqueio e atinge as camadas superiores da atmosfera e se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio, produzindo radiação no comprimento de onda da luz visível e que são atraídas aos polos pelo campo magnético do planeta

Esse efeito luminoso é chamado de Aurora e são mais intensas quanto maior for a atividade solar. Quando ocorrem próximas ao polo norte as auroras recebem o nome de "auroras boreais" e quando se dão próximas ao pólo sul recebem o nome de "auroras austrais".


Fotos: No topo, grupo de manchas solares 1035, responsável pela ejeção de massa coronal. Acima, imagem capturada pelo observatório solar Stereo mostra uma gigantesca coluna de filamento eclodindo na superfície do Sol no dia 4 de dezembro de 2009. Crédito: Esa.

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