Quarta-feira, 8 out 2008 - 08h38

Sonda Messenger envia imagens inéditas de Mercúrio

Na última segunda-feira, a sonda interplanetária Messenger praticamente "raspou" o planeta Mercúrio e durante sua aproximação captou fotos inéditas do terreno do planeta. A primeira, de um conjunto de mais de 1200 fotos de alta resolução, chegou à Terra ontem à tarde, após a sonda iniciar a transmissão dos dados registrados.

Mercúrio Vista pela Messenger

"A equipe Messenger está muito feliz com a magnífica performance da nave e dos instrumentos", disse o principal cientista da missão, Sean Solom, da Carnegie Institution, de Washington. "Agora estamos na trajetória correta para a inserção dentro da órbita ao redor de Mercúrio e todos os instrumentos estão enviando os dados conforme o planejado. Nada poderia estar melhor".

A espetacular imagem mostrada acima, uma das primeiras a serem recebidas, foi captada pelo instrumento WAC, ou Câmera de ângulo Largo, quando a sonda estava a apenas 27 mil quilômetros do planeta, 90 minutos depois do momento da máxima aproximação, quando chegou a 200 quilômetros de altitude da superfície.

A característica mais impressionante dessa imagem são os padrões de raios que parecem brotar das áreas setentrionais do planeta. Os sistemas de raios também parecem emanar de jovens crateras, já observadas em imagens terrestres feitas por radar, mas nunca vistas tão de perto por uma sonda. Segundo Solom, essa perspectiva é bastante diferente daquela de janeiro de 2008, quando a Messenger fez sua primeira aproximação de Mercúrio.

Mercúrio Cratera MachautNa metade da década de 1970, a sonda norte-americana Mariner 10 se aproximou de Mercúrio por três vezes. Na ocasião, diversas imagens foram feitas, mas o total da área registrada foi inferior à metade do planeta. Atualmente, durante a primeira aproximação da Messenger em janeiro de 2008, a sonda fotografou 20% de novas áreas e na segunda aproximação, em 6 de outubro de 2008, revelou outros 30% de terrenos jamais vistos pelos cientistas.


Aproximações
As manobras de aproximação têm o propósito de usar a gravidade de Mercúrio para ganhar mais velocidade e permitir que em 2011 a sonda seja a primeira nave a entrar em órbita ao redor do planeta.

Mercúrio
Mercúrio é um planeta pequeno, o menor do sistema solar. Seu diâmetro é um pouco menor que a metade da Terra e ao contrário do que muitos pensam, apesar do nome, Mercúrio não é um planeta vermelho. Seu nome é atribuído aos romanos em homenagem ao veloz mensageiro dos deuses, já que parecia mover-se no céu mais depressa do que qualquer outro objeto.

De todos os planetas do sistema solar é o que menos foi visitado e seu estudo direto através de telescópios é muito prejudicado devido à proximidade do Sol. Só pode ser visto antes ou depois do nascer e pôr-do-Sol, e nestas ocasiões está tão baixo no horizonte que sua luz refletida tem que passar por uma camada muito densa de atmosfera, o que prejudica ainda mais sua observação.

A nave Messenger será a primeira missão a entrar na órbita de Mercúrio. As órbitas ao redor do planeta começarão definitivamente em 2011, mas antes disso a sonda precisará realizar mais uma aproximação, programada para 29 de setembro de 2009. A inserção dentro da órbita mercuriana ocorrerá em 18 de março de 2011.

A Messenger é uma missão suportada pela Agência Espacial Americana, Nasa, e conduzida pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.


Fotos: No topo, visão geral de Mercúrio a 27 mil km de distância. A cratera que aparece em destaque é Kuiper, identificada pela primeira vez pela missão Mariner 10, na década de 1970. A característica mais marcante dessa imagem são os padrões de raios que parecem brotar das áreas mais ao norte do planeta. Na foto menor, a cratera Machaut de 100 km de diâmetro. Seu nome foi dado em homenagem ao poeta e compositor francês Guillaume de Machaut. O ângulo rasante do Sol revela numerosas pequenas crateras em seu interior. A grande cratera dentro de Machaut parece ter sido inundada por fluxos de lava. Clique sobre as imagens para ampliar. - Créditos: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

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