Segunda-feira, 26 nov 2007 - 09h13

Sonda chinesa envia primeiras imagens da superfície da Lua

A agência espacial chinesa, CNSA, divulgou nas primeiras horas desta segunda-feira a primeira imagem da Lua, captada pela sonda Chang’e-1, que orbita o astro desde o dia 5 de novembro.

A cena, captada sem o uso de cores, cobre uma área de 450 km por 290 km, que se estende entre as coordenadas 54S e 70S e 57E e 83E. Apesar da distância, é possível ver inúmeras crateras de tamanhos e formas diferentes, além da rugosidade característica da superfície do satélite terrestre.

De acordo com a CNSA, a área imageada faz parte de uma região de montanhas composta na maior parte por plagioclásio, um tipo de mineral muito comum na formação de rochas.

Segundo o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, a China já faz parte do pequeno grupo de nações que têm capacidade para participar de programas de prospecção espacial. Orgulhoso, Wen disse que o antigo sonho do povo Chinês de viajar à Lua começa a se materializar. O primeiro-ministro também acrescentou que o lançamento da nave Chang'E I, no dia 24 de outubro, não apenas representa o incremento da força nacional chinesa e sua capacidade de desenvolvimento tecnológico, mas também seu elevado status internacional e a forte união do país.

"Isso demonstra de maneira clara que o povo chinês tem vontade, ambição e capacidade de escrever mais capítulos na história espacial, ao mesmo tempo em que amplia seus conhecimentos em ciência e da tecnologia".


De olho no filão
Apesar de Chang’e-1 ser uma nave chinesa, outro peso-pesado da tecnologia espacial está trabalhando em parceria com a CNSA. De olho na ascensão meteórica da tecnologia chinesa, a ESA, Agência Espacial Européia, está dando total suporte às operações da CNSA, que vão desde detalhes de construção da sonda até a infra-estrutura de rastreio e telecomunicações.

Durante a missão européia Smart-1, a ESA forneceu à agência chinesa detalhes da posição da sonda e compartilhou dados científicos de posicionamento e freqüências de comunicação, que permitiram aos chineses testar suas estações de rastreio e telemetria.

"Participar do programa Chang’e-1 é uma grande oportunidade para os cientistas da ESA. Eles poderão ampliar bastante suas pesquisas e baseado na experiência adquirida nesta primeira etapa poderemos ampliar ainda mais a cooperação nas futuras missões", disse Hermann Opgenoorth, diretor da divisão de missões do sistema solar da ESA.

Fotos: Em primeiro plano vemos a primeira imagem feita pela sonda lunar mostrando a superfície do satélite. Acima, pedaço do mineral plagioclásio, comum na formação de rochas.

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