Segunda-feira, 12 mai 2014 - 10h42
Por Rogério Leite

Submarino Nereus implode a 10 mil metros de profundidade

A fundação nacional de ciências dos EUA, NSF, confirmou que o submarino robótico Nereus implodiu neste sábado durante exploração no fundo da Fossa de Kermadec, na Nova Zelândia. No momento do acidente o veiculo estava a 10 mil metros de profundidade.

Submarino Nereus
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De acordo com cientistas da Woods Hole Oceanographic Institution, WHOI, ao que tudo indica a implosão do submarino de pesquisas ocorreu devido à gigantesca pressão a que estava sendo submetida sua estrutura, de cerca de 48 toneladas por centímetro quadrado.


No momento da sua perda o Nereus participava de uma expedição de 40 dias junto com o navio oceanográfico Thomas G. Thompson, da NFS, que conduzia o primeiro estudo sistemático de um ecossistema em uma fossa oceânica de alta profundidade.

Os pesquisadores do Thompson perderam contato com o veículo sete horas após a descida na porção mais profunda da fossa e imediatamente diversos Protocolos de recuperação foram seguidos, mas sem sucesso.

Fossa de Kermandec
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Algumas horas depois, observadores a bordo do navio avistaram os primeiros fragmentos, identificados como sendo do Nereus.

Além da Fossa de Kermadec, Nereus já tinha explorado com sucesso a Depressão Challenger (Challenger Deep), situada na Fossa das Marianas e considerado o ponto mais profundo do oceano. Ali, realizou incontáveis pesquisas das mais profundas vazões hidrotermais conhecidas e já estava sendo preparado para retornar ao local em novembro.

Na primeira vez que visitou a Fossa das Marianas Nereus trouxe à superfície diversos espécimes de animais até então desconhecidas para a ciência, além de sedimentos do fundo do mar destinados a ajudar a entender a física, química e processos biológicos que moldam os ecossistemas das profundezas do oceanos, diferentes de quase todos os outros do planeta.


Artes: no topo, submarino Nereus durante missão na fossa de Kermandec, alguns dias antes da implosão. Acima, topografia da região da fossa de Kermandec, localizada no nordeste da Nova Zelândia, acima da zona de subducção entre as placas tectônicas do Pacífico e Australiana. Créditos: NFS, WHOI, Apolo11.com.

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