Sexta-feira, 4 nov 2005 - 06h49

Telescópio espacial Spitzer registra luz de estrelas primordiais

Astrônomos do Centro Espacial Goddard, da Nasa, dizem ter detectado a radiação emitida por estrelas que surgiram quando o Universo ainda engatinhava. De acodo com os pesquisadores, elas nasceram a apenas 100 milhões de anos depois do Big Bang, que aconteceu há 13,7 bilhões de anos.

Essas estrelas primordiais, hoje mortas, teriam se formado quando os primeiros átomos de hidrogênio surgiram, criando corpos brilhantes. Contudo, ainda há muito a responder sobre elas.

"Onde elas viveram, qual era seu tamanho, quanta luz emitiam... Ainda não sabemos", diz o astrofísico Alexander Kashlinsky, líder da pesquisa publicada na Nature.

A pesquisa representa a primeira evidência tangível de tais estrelas, mas não é conclusiva. "O que fizemos foi obter a primeira informação", diz Kashlinsky.

Sua equipe usou dados coletados pelo Telescópio Espacial Spitzer da radiação cósmica - luz infravermelha invisível para o homem - de uma "fatia" do céu. Eles então subtraíram deste mapa todos os níveis de radiação de todas as galáxias conhecidas, para trabalhar apenas com o que sobrou - o que, para eles, representa as primeiras estrelas. Foi como separar a voz de uma pessoa em meio ao barulho gravado em um estádio de futebol em dia de jogo.


Criação
Se as conclusões estiverem corretas, este é um grande passo no entendimento de como o Universo se criou. Isso porque, depois que essas estrelas explodiram, seu material foi usado para criar outras estrelas, com elementos mais pesados do que o hidrogênio que se formaram à medida que o Universo chegava à maturidade.

Avi Loed, professor de astronomia na Universidade Harvard, explica que o Universo jovem foi escuro por aproximadamente 500 mil anos. Aos poucos, surgiram estrelas com milhões de vezes a massa do Sol. "É por isso que (o estudo) é tão interessante: pela primeira vez, estamos vendo uma evidência potencial de como elas foram produzidas e quando foram formadas."

Já o astrônomo Ned Wright, da Universidade da Califórnia, tem dúvidas sobre o publicado. Para ele, o processo de remoção do "ruído" de outras galáxias não é confiável. "Estou bastante cético em relação a este resultado. Acho que o que estamos vendo é um substrato incompleto de resíduos de fontes próximas."

Fotos: Imagens feitas pelo Spitzer apontando para a constelação de Draco. Acima, a imagem usual e, abaixo, o resultado da aplicação de "máscaras" sobre estrelas e galáxias mais próximas, mostrando um padrão de formação que não pode ser atribuído a galáxias ou estrelas modernas.

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