Segunda-feira, 6 abr 2020 - 10h08
Por Rogério Leite

Tudo parado: humanos fazem a Terra tremer menos durante a quarentena

Além do céu muito mais limpo e do ar bem menos poluído, a quarentena provocada pela pandemia tem causado outro efeito colateral nos últimos dias: a redução da movimentação da crosta terrestre, provocada normalmente pela atividade humana em larga escala.

Imagem noturna capturada pela Estação Espacial Internacional em 2012 mostra grande parte da costa dos Estados Unidos, repleta de luzes artificiais geradas pela atividade humana. Atualmente, com a imposição da quarentena o planeta experimenta muito menos atividade noturna e também diurna, o que contribui para a diminuição do ruído sísmico de fundo. Crédito da foto: NASA.<BR>
Imagem noturna capturada pela Estação Espacial Internacional em 2012 mostra grande parte da costa dos Estados Unidos, repleta de luzes artificiais geradas pela atividade humana. Atualmente, com a imposição da quarentena o planeta experimenta muito menos atividade noturna e também diurna, o que contribui para a diminuição do ruído sísmico de fundo. Crédito da foto: NASA.

Normalmente, além do ruído sísmico gerado pela movimentação natural da crosta terrestre, diversos outros ruídos não naturais são produzidos a cada segundo pela atividade humana. Juntos, esses ruídos produzem um turbilhão de ondas mecânicas que se propagam pela crosta e pelo manto terrestre e podem ser observados nos sismógrafos na forma de débeis sinais chamados "ruído de fundo".

Atualmente, devido às medidas restritivas de movimentação preconizadas pela Organização Mundial de Saúde, OMS, e acatadas pela quase totalidade dos países, pode-se observar que o deslocamento médio da crosta terrestre sob locais populosos sofreu uma espécie de "silenciamento", registrado pelos sismógrafos em todo o mundo.


Registro sismográfico mostra a diminuição do ruído sísmico de fundo em cerca de 1/3 durante o período de quarentena na Bélgica. Registros semelhantes são observados em todas as cidade do mundo que aderiram ao confinamento.
Registro sismográfico mostra a diminuição do ruído sísmico de fundo em cerca de 1/3 durante o período de quarentena na Bélgica. Registros semelhantes são observados em todas as cidade do mundo que aderiram ao confinamento.

O nível de deslocamento médio diário da crosta terrestre, considerando o ruído natural somado ao ruído humano, é de cerca de 70 nanômetros. Isso significa que em tempos normais o solo pode apresentar variação de posição de aproximadamente 70 bilionésimos de metro, entre torções e distanciamentos.

Entretanto, nos últimos tempos, desde que as cidades começaram a implantar a chamada "quarentena" e mais de 2 bilhões de pessoas não podem mais sair de casa, esse ruído sísmico de fundo caiu drasticamente, sendo que em algumas localidades foi observada uma redução de até 30% em relação aos dias normais.

De acordo com Thomas Lecocq, sismologista ligado ao Observatório Real, da Bélgica, “uma redução de ruído dessa magnitude geralmente ocorre globalmente apenas no Natal e por um curto intervalo de tempo”.

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