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Sexta-feira, 9 set 2022 - 07h21
Por Rogério Leite

Vídeo: Satélites registram uma das maiores explosões no lado oposto do Sol

Uma gigantesca ejeção de massa coronal foi detectada no outro lado do Sol, arremessando no espaço uma das maiores quantidades de partículas carregadas já observada nos últimos anos. As cenas mostram a nuvem de plasma expandindo em forma de halo, quando o gás superaquecido parece emergir de todos os lados da estrela.

A gigantesca explosão ocorreu às 16h45 UTC de 5 de setembro (13h45 BRT) e ainda não está clara a localização exata do evento, mas ao que tudo indica ocorreu na mancha solar AR3088, que alguns dias atrás estava faceada na direção da Terra.

Por sorte, pelo fato dessa explosão não ter ocorrido em uma região geoefetiva (quando não está voltada em direção à Terra), pouco ou nenhum efeito terá em nosso planeta.

"Este não é um evento comum e muitos artigos científicos estudarão essa ejeção nos próximos anos", disse o físico solar George Ho, ligado ao Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins.

Por sorte, embora a Terra não estivesse voltada em direção à ejeção de massa coronal, o mesmo não se pode dizer do planeta Vênus e da sonda Solar Orbiter, ambos posicionados de frente à carga de partículas ejetadas.

"Posso dizer com segurança que o evento de 5 de setembro é uma das maiores (se não a maior) tempestades de partículas energéticas solares que vimos até agora desde o lançamento do Solar Orbiter em 2020", disse o pesquisador. "Isso nos deu a rara chance de observar e medir uma CME gigantesca e distante, algo que geralmente é muito difícil para nós", explicou.


AR3088
Alguns dias antes de explodir na face oposta do Sol, a mancha AR3088 deixou um pequeno sinal de sua energia contida, produzindo um flare de média intensidade de classe M2, mas dirigido para longe da Terra.

Medições heliossísmicas feita por pesquisadores da ESA e da NASA sugerem que a AR3088 cresceu depois que partiu do lado geoefetivo.

Atualmente, a AR3088 está do outro lado do Sol e caso ressurja no limbo visível, deverá ter vida efêmera, por alguns dias. Assim, caso voltar para o lado visível será menor e muito menos agressiva. No momento, imagens do Sol mostram algumas manchas na superfície, mas todas parecem ser bastante moderadas, com poucas ejeções leves.

É importante observar que à medida que Sol se aproxima do pico do ciclo de 11 anos, devemos ver erupções mais poderosas, com possíveis ejeções de massa coronal voltadas em direção à Terra.

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