Quinta-feira, 21 jul 2016 - 09h41
Por Rogério Leite

Viking 1 comemora 40 anos do primeiro pouso bem sucedido em Marte

Embora os russos tenham sido os primeiros a pousar no Planeta Vermelho, a fama de tal feito ficou mesmo para a sonda estadunidense Viking 1, já que a russa Mars 3 parou de funcionar 14 segundos depois do pouso.

Primeira foto da superfície de Marte feita pela sonda Viking
Primeira foto da superfície marciana feita pela sonda Viking em dia 21 de julho de 1976, um dia depois de pousar no Planeta Vermelho


A Viking 1 tocou a superfície de Marte em 20 de julho de 1976, quase quatro anos depois da difícil missão soviética Mars 3, que chegou ao Planeta Vermelho em 2 de dezembro de 1971 e não conseguiu iniciar a missão. O máximo que a Mars 3 fez foi registrar uma imagem da superfície de Marte, praticamente irreconhecível devido a uma falha de hardware causada possivelmente por uma descarga coronal.

Por outro lado, a Viking obteve grandes avanços científicos e permaneceu em operação na superfície marciana por seis anos. Entre os objetivos da sonda estavam fotografar em alta resolução a superfície do planeta, analisar simplificadamente a estrutura química do solo e coletar dados meteorológicos.

Viking 2
A sonda gêmea Viking 2 pousou em Marte algumas semanas depois, a cerca de 6400 km da Viking 1, em uma planície chamada Utopia Planitia.

Ambas as sondas chegaram a Marte a bordo de naves-mães orbitadoras, que durante anos circularam o planeta Vermelho.

Carl sagan pousa ao lado de uma réplica da Viking
O astrônomo Carl Sagan posa para a foto ao lado de uma réplica do explorador Viking 1.


Ousadia
"Nossa equipe não conhecia muito bem a atmosfera marciana e não tínhamos quase nenhuma ideia do tipo de terreno que as naves encontrariam. Mesmo assim tivemos a ousadia tentar pousar com suavidade", lembrou Gentry Lee, diretor de Exploração do Sistema Solar e engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL. Na ocasião, Lee era o diretor de planejamento e diretor científico da missão Viking.

"Estávamos assustados e alegres ao mesmo tempo. Quando a nave pousou em segurança não conseguimos conter a emoção e explodimos em aplausos e lágrimas. Nunca vou esquecer isso", recorda o pesquisador.


Sucesso absoluto
Concebida para operar por 90 dias, a missão Viking continuou a coleta de dados por mais de seis anos, registrando 4.500 imagens da superfície marciana. Os orbitadores fizeram mais de 50 mil imagens e mapearam 97% de toda a superfície do planeta.

As Vikings também fizeram as primeiras medições da atmosfera marciana e o volume de dados foi tão grande que os registros são analisados até hoje. Foram os dados da Viking que permitiram aos cientistas concluírem que no passado, Marte era muito diferente da atualidade.


Legado Tecnológico
A entrada e o pouso em Marte foram tão perfeitos que seus sistemas de proteção térmica e amortecimento têm sido usados em todas as missões dos exploradores robóticos americanos, incluindo a Mars Pathfinder e os jipes Spirit e Opportunity.

A nave Viking 2 continuou a transmitir fotos e outros dados até abril de 1980 e em novembro de 1982 foi a vez da Viking 1 deixar de operar, após seis anos e meio de exploração marciana.

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