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Quarta-feira, 22 set 2021 - 09h16
Por Rogério Leite

Vulcão Cumbre Vieja volta a apresentar enxames sísmicos e risco de erupção

A Rede Sísmica das Ilhas Canárias voltou a registrar forte incremento na amplitude de tremores vulcânicos abaixo do vulcão Cumbre Vieja, indicando possibilidade de atividade explosiva estromboliana nas bocas ativas da montanha. Desde o último sábado, 11 de setembro de 2021, foram detectados mais de 26 mil terremotos na ilha de La Palma.

Especialista do Instituto Vulcanológico das Canárias faz medições de temperatura próximo à boca do Vulcão Cumbre Vieja. A temperatura chega a 1075 na lava que escorre pela encosta. Crédito: Instituto Vulcanológico das Canárias (INVOLCAN).
Especialista do Instituto Vulcanológico das Canárias faz medições de temperatura próximo à boca do Vulcão Cumbre Vieja. A temperatura chega a 1075 na lava que escorre pela encosta. Crédito: Instituto Vulcanológico das Canárias (INVOLCAN).

O vulcão Cumbre Vieja entrou em erupção no último domingo, 19 de setembro de 2021 e desde então continua expelindo lava e cinzas.

De acordo com o site coirmão Painel Global, os fluxos de lava que escorrem montanha abaixo seguem em direção ao mar e já destruíram grande parte da infraestrutura da região. Mais de 100 hectares de plantações e cerca quase 170 moradias foram consumidas pela lava.

O incremento substancial na intensidade dos tremores observado na terça-feira, 21 de setembro, é um indicativo bastante forte de que a montanha pode apresentar novas erupções explosivas nas próximas horas ou dias.

Registro sismográfico mostra o fortalecimento dos tremores sísmicos abaixo do parque da La Palma, indicando a possibilidade de nova atividade explosiva estromboliana.
Registro sismográfico mostra o fortalecimento dos tremores sísmicos abaixo do parque da La Palma, indicando a possibilidade de nova atividade explosiva estromboliana.

Em 21 de setembro de 2021, o Instituto Vulcanológico das Canárias (INVOLCAN) realizou diversas medições para avaliar e monitorizar a quantidade de dióxido de enxofre (SO2) emitido na atmosfera pelo atual processo eruptivo do Vulcão Cumbre Vieja. Os dados foram coletados através de sensor infravermelho e mostram uma taxa de emissão entre 6 mil e 11 mil toneladas diárias.


Risco de Tsunami no Brasil
Embora os dados mostrem um aumento substancial na atividade sísmica abaixo da montanha, não há indicação e que o flanco ocidental possa colapsar em direção ao mar, o que em tese poderia provocar um tsunami que chegaria até o Brasil.

Na realidade, a erupção atual é um indicativo de que Cumbre Vieja está liberando a energia armazenada de forma lenta e gradual, com o fluxo de magma circulando no interior dos dutos vulcânicos até a boca do vulcão. Com a pressão aliviada, diminui as chances de uma megaexplosão ruir o flanco do vulcão.


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