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Editoria: Furacões
Segunda-feira, 05 mai 2008 - 18h19

Ciclone Nargis: ventos de 190 km/h arrasam Mianmar

O número de vítimas não pára de subir após a passagem do ciclone tropical Nargis pela costa oeste de Mianmar no último sábado. Nesta tarde, autoridades oficiais falavam em 4 mil mortos, mas o número pode chegar a 10 mil segundo declarações do ministro birmanês de Relações Exteriores, Nyan Win à emissora de televisão estatal do país.

Desde 1999 não era registrado um ciclone tão violento na região. Na ocasião, um tufão atingiu a Índia e matou cerca de 10 mil pessoas. O último grande ciclone a atingir a Ásia foi o Sadr, que deixou 3 mil vítimas fatais em Bangladesh, em novembro do ano passado.

O ciclone Nargis atingiu o oeste de Mianmar com ventos de 190 km/h e provocou ondas gigantes que arrasaram cidades e vilas da costa do país.

Em várias regiões, a energia elétrica e linhas telefônicas estão interrompidas. Pontes se romperam com a força das águas e estradas estão bloqueadas isolando regiões inteiras. Além das centenas de casas, o ciclone causou danos em hotéis escolas e hospitais.

Longas filas se formaram nos postos de gasolina. O preço de um galão de petróleo dobrou no mercado negro e os preços de vários alimentos triplicaram nos últimos dias. Cinco regiões de Mianmar foram declaradas zonas de emergência depois do desastre natural.

A junta militar de Mianmar raramente aceita ajuda de fora, mas desta vez deverá ser diferente. Com centenas de milhares de desabrigados necessitando de abrigo e água potável, a ajuda de agências humanitárias e da ONU começa ser aceita.

A Tailândia anunciou o envio de um avião com nove toneladas de alimentos e remédios. A Índia mandou dois navios com carregamentos de comida, tendas, cobertores, roupas e medicamentos. Os EUA liberaram um pacote de ajuda no valor de US$ 250 mil enviados por meio da ONU.

As autoridades de Mianmar, entretanto, se recusaram a autorizar a entrada no país de uma equipe americana de assistência a desastres.

Foto: Moradores da cidade de Yangon iniciam o difícil trabalho de recontrução das casas. Crédito: Rede CNN.







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