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Editoria: Fenômenos Naturais - Furacões
Terça-feira, 25 out 2005 - 06h42

Durante seis horas, furacão Wilma castiga a Flórida com ventos de 200 km/h

Após castigar a Península de Yucatán, no México e o extremo oeste de Cuba, o furacão Wilma atingiu ontem o estado da Flórida, nos EUA, causando inundações, deslizamentos e extensos danos.

Wilma atingiu terra-firme às 08h30 (hora local), com violentos ventos de categoria 3, chegando a 200 km/h. A região de Cabo Romano, a 40 km ao sul de Naples, recebeu o impacto direto do furacão, o 12º da temporada.


Durante pelo menos seis horas, Wilma castigou diversos condados da região e segundo autoridades locais, seis pessoas morreram.

Wilma também causou grandes blackouts de energia elétrica. Estima-se que pelo menos 3.2 milhoes de consumidores ainda estão sem luz.

Estima-se que 36 mil pessoas estão alojadas em 124 abrigos em todo o estado. Dezenove aeroportos foram fechados, incluindo o Aeroporto Internacional de Miami.

Os condados de Lee e Collier, na região de Naples, ao longo da costa sudoeste, foram os mais atingidos. No passado estes dois condados sofreram extensos danos quando receberam o impacto do furacão Charley, com ventos de 240 km/h.

Os prejuízos financeiros causados por Wilma são incalculáveis, mas podem ultrapassar os 20 bilhões de dólares causados pelo furacão Andrew, de 1992, considerado um dos mais devastadores da história dos EUA.

O presidente americano, Geoge Bush, declarou o estado da Flórida como "zona de catástrofe". Essa medida que permite a intervenção direta do governo federal, com a liberação de recursos extraordinários para os trabalhos de emergência.

As inundações causadas por Wilma atingem 40% de Key West, uma das ilhas no extremo sul do estado.

De acordo com modelos matemáticos de previsão (acima), Wilma deve passar a centenas de quilômetros ao sul e ao leste da Carolina do Norte na manhã de hoje e atingir as águas canadenses já nesta quarta-feira.


Boletim
Em seu boletim público número 40, emitido às 04h00 (Hora de Brasília), o Centro Nacional de Furacões dos EUA, NHC, informou que a tempestade acelerou rapidamente em sentido nordeste e já margeava a costa sudeste do país.

No momento do boletim, Wilma se localizava sobre as coordenadas 31.6 N e 74.3 W, ou a aproximadamente a 415 km a sul-sudeste de Cabo Hatteras, na Carolina do Norte.

Wilma move-se rápido, em direção nordeste a 76 km/h e deve continuar aumentando sua velocidade de deslocamento pelas próximas 24 horas.

Os ventos máximos sustentados pelo sistema estão agora ao redor de 205 km/h, com rajadas chegando a 250 km/h, o que faz de Wilma um poderoso furacão categoria 3 na escala Saffir-Simpson. Um enfraquecimento em sua intensidade está previsto para as próximas 24 horas.

A pressão barométrica, medida no centro do olho de Wilma, é de 953 hPa (hectopascais).


Tempestade Alpha
No final de semana, outra depressão tropical, batizada de Alpha, e formou no Mar do Caribe, e trouxe chuvas torrenciais para o Haiti e a República Dominicana.

De acordo com a rede de TV CNN, Alpha causou a morte de 8 pessoas no Haiti.

A formação de Alpha, que recebeu um nome da primeira letra do alfabeto grego depois de todos os 21 nomes para tempestades neste ano terem sido usados, fez desta temporada de furacões a mais ativa desde 1933.

A temporada de furacões termina no dia 30 de novembro.

  • Conheça a escala Saffir-Simpson


    Veja abaixo como se forma um furacão

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