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Camada de ozônio ainda precisa de proteção, alertam especialistas
São Paulo, 18 de Setembro de 2003
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Para despertar a atenção para o problema da diminuição da camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioletas, foi instituído o Dia Internacional de Proteção à Camada de Ozônio, celebrado todos os anos em 16 de setembro. Com esse objetivo, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado, por meio da Cetesb - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, promoveu nesta terça-feira, dia 16, um seminário alusivo à data, com a participação de especialistas do Brasil e de outros países.

Embora as autoridades presentes tenham lembrado do sucesso da implementação do Protocolo de Montreal, tratado internacional assinado em 1987 por vários países, pelo qual todas as substâncias conhecidas por CFCs (clorofluorcarbonos) – responsáveis pela destruição da camada de ozônio na estratosfera, situada entre 25 e 35 quilômetros da Terra – não seriam mais produzidas em massa, foram unânimes também em afirmar que ainda há muito a ser feito para que o problema deixe de preocupar.

Segundo o chefe do Laboratório de Ozônio do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Volker Kirchhoff, apesar dos avanços alcançados, a situação global de destruição da camada de ozônio não mudou muito, permanecendo a tendência de redução da camada a um percentual de 4% a cada dez anos, em qualquer lugar do planeta, devendo este índice médio permanecer por várias décadas. O cientista explicou que os CFCs liberados demoram muitos anos para chegar à estratosfera e que a própria camada de ozônio reage muito lentamente aos estímulos externos.

Kirchhoff lembrou que não existe, ainda, um substituto ideal para o CFC, que é um produto estável, inodoro, não inflamável, não corrosivo e barato, entre outras qualidades. Hoje, diz o pesquisador, utilizam-se maciçamente substâncias conhecidas por HCFC, ambientalmente menos agressivas, mas que mantém em sua molécula um átomo de cloro, o responsável pela destruição do ozônio. “A situação está teoricamente melhor, mas ainda não está resolvida. A guerra não está ganha ainda”, salientou.

Conquistas e desafios

Suely Machado de Carvalho, diretora da Unidade do Protocolo de Montreal, do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em Nova York (EUA), falou sobre os “sucessos e desafios na implementação desse acordo”. Informou que de 31 países que assinaram o documento em 16 de setembro de 1987, o número passou para 184, atualmente, sendo 130 entre os chamados “países em desenvolvimento”.

Referindo-se a resultados concretos do programa do PNUD, Carvalho citou a aprovação de projetos envolvendo 94 países e totalizando US$ 408 milhões, promovendo a eliminação de 47,867 mil toneladas de substâncias destruidoras da camada. Segundo a diretora do PNUD, US$ 150 milhões foram destinados à China, grande produtora e consumidora de CFCs, para o fechamento de fábricas que produzem todos os tipos de gases destruidores da camada, assim como ao México, que recebeu US$ 32 milhões, com a mesma finalidade. Outros países foram igualmente beneficiados, entre os quais a Índia, Coréia, Rússia e, finalmente, a Venezuela, com a qual deverá ser assinado o último acordo para o fechamento das fábricas produtoras de CFCs.

Especificamente com relação ao Brasil, a diretora do Protocolo de Montreal informou que mais de sete mil toneladas de substâncias controladas já foram eliminadas. Alertou, entretanto, para o fato de que há ainda muito para se fazer, devendo o Governo e seus parceiros redobrarem a atenção para o cumprimento das metas.

O buraco na Antártida

A destruição da camada de ozônio tem sido considerado um dos mais graves problemas ambientais das últimas décadas. Com a sua destruição, ainda que parcial, a camada deixa de filtrar os raios ultravioletas que causam danos à saúde de homens, animais e plantas. As conseqüências mais citadas são o câncer de pele, problemas oculares, diminuição da capacidade imunológica, redução da produtividade agrícola etc.

O problema surgiu nos anos 30, quando algumas substâncias foram produzidas artificialmente em laboratório, principalmente para aplicações em refrigeração. Descobriu-se mais tarde que essas substâncias atacavam a camada de ozônio, reduzindo a sua espessura especialmente na região da Antártida, onde ocorre o fenômeno conhecido como buraco de ozônio, aumentando assim a penetração dos raios ultravioletas. Em 1998, o tamanho do buraco chegou a 27 milhões de quilômetros quadrados, ou seja, três vezes o tamanho do Brasil.

CETESB - Assessoria de Imprensa





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