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Imagens de satélite e sensoriamento remoto

Projeto utiliza satélite para estimar a umidade do solo
São Paulo, 27 de novembro de 2003
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Estimar a umidade do solo para a produção agrícola de forma precisa por meio de imagens de satélites e não mais por dados de estações climatológicas. Este é o objetivo de um projeto de sensoriamento remoto conhecido como Soil Moisture Experiment (SMEX), que envolve técnicos da Embrapa, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e de cinco instituições brasileiras de pesquisa (Universidade Estadual de Campinas, Universidade Católica de Brasília, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).

A idéia é promover a coleta de dados com o apoio de um avião da Nasa, a agência espacial norte-americana. Os dados serão empregados para estabelecer a relação entre a umidade do solo em clima tropical brasileiro e as imagens geradas pelo sistema sensor Radiômetro Imageador Avançado em Microondas (AMSR), do satélite Aqua, lançado em 2001 pela Nasa.

Os dados serão colhidos entre os dias 30 de novembro e 10 de dezembro, na região de Barreiras, na Bahia, uma área-teste de clima tropical.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados e líder brasileiro do projeto, Edson Sano, as chuvas normalmente são medidas em estações pluviométricas distribuídas em diferentes pontos dos estados e municípios. “A distância média entre essas estações é de 60 quilômetros. Os dados obtidos por satélite equivalem a distâncias de 25 quilômetros. Estaremos, portanto, melhorando a estimativa de umidade do solo em 2,4 vezes”, avalia Sano, em entrevista à Agência FAPESP. Câmeras no avião da Nasa tirarão fotos, que serão captadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em Cachoeira Paulista (SP), com um equipamento similar ao utilizado pelo satélite Aqua para o monitoramento da atmosfera e da umidade de solo.
Enquanto isso, os cientistas irão recolher amostras de temperatura e da umidade do solo para fazer estudos comparativos com os resultados do satélite. Os dados servirão para verificar qual tipo de imagem corresponde a que percentual de umidade de solo, considerando as variações climáticas e a cobertura vegetal local.

Os estudos oferecerão a possibilidade de melhorar a previsão das safras agrícolas, além de definir o momento exato da irrigação. “A chuva não é um bom indicador, pois as umidades dos solos são diferentes.

O que importa para a planta é a quantidade de água presente no solo. Com esta estimativa, realizada a cada dois dias, será possível definir melhor o quanto e quando se deve irrigar”, disse Sano.

FAPESP





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