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Câncer raro tem incidência 20 vezes maior em SP e no PR
São Paulo, 12 de Abril de 2004
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Os estados do Paraná e de São Paulo têm registro de incidência do câncer das glândulas supra-renais entre crianças 20 vezes superior do que a média mundial. A doença é considerada rara pelos especialistas.

O fenômeno brasileiro, nos dois estados do Sul e Sudeste, virou tema de uma pesquisa que está sendo desenvolvida em conjunto pelo Hospital Erasto Gaertner e pelo Hospital de Clínicas de Curitiba. Um dos motivos que justificaria o alto número de casos na região seria a ocorrência de uma mutação genética, possivelmente causada por algum fator ambiental.

Esta é a principal hipótese sobre a qual os pesquisadores tem concentrado os estudos. Os primeiros resultados do trabalho paranaense foram publicados recentemente pelo "Journal Of Clinical Oncology", uma das revistas de maior prestígio entre a comunidade médica americana. As equipes dos dois hospitais paranaenses trabalham em colaboração com o Saint Judes Children’s Research Hospital, dos Estados Unidos. Os três centros têm a maior experiência do mundo na pesquisa sobre o câncer das glândulas supra-renais.Edson Michalkiewicz, principal investigador do trabalho, lembra que desde 1966 a incidência do câncer das supra-renais no Paraná e São Paulo vem chamando a atenção de pesquisadores como o professor Rômolo Sandrini, que se tornou referência na área e é o atual chefe do Departamento de Endocrinopediatria do HC.

Também são integrantes da equipe Raul Ribeiro, brasileiro radicado no Saint Judes, Bonald Figueiredo, Luiz de Lacerda, Rosana Marques e Mara Pianowski, entre outros.Os pesquisadores entendem que, apesar dos avanços, ainda precisam entender vários aspectos não conhecidos que justificariam a maior incidência da doença na região.

Pela literatura médica, a média normal é de 0,2 casos por um milhão de nascidos vivos, enquanto no Paraná é de 4 casos por milhão. A hipótese mais aceita por enquanto é a de que houve mutação de uma célula causada por fatores genéticos e ambientais, que em um determinado momento teria tornado um grupo de crianças do Paraná e São Paulo mais suscetíveis ao câncer.

Um dos caminhos explorados pelos cientistas é a análise de diversas gerações de portadores da doença, a partir de um registro internacional sobre o número de casos. Ao longo dos anos, de acordo com Michalkiewicz, criou-se um registro internacional de casos da doença, que eram acompanhados periodicamente.

Mas a partir de 2000, no entanto, a pesquisa ganhou maior impulso, com a investigação minuciosa de 254 pacientes – inclusive de outros países. Os novos estudos preliminares permitiram ratificar as pesquisas anteriores e forneceram dados importantes – como a maior incidência entre meninas e a maior ocorrência na faixa etária abaixo dos quatro anos de idade, com maiores chances de cura entre as com idade inferior a dois anos.

Os estudos permitiram também que o Hospital Erasto Gaertner pudesse "mudar a evolução natural do tumor das supra-renais", de acordo com Michalkiewicz. Surgiram novos dados que foram decisivos nas estratégias terapêuticas, permitindo melhora significativa nos índices de cura.

Gazeta do Povo





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