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Fixação de carbono é viável em municípios do sul do Paraná
São Paulo, 23 de Abril de 2004
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Os resultados de um estudo realizado no sul do Paraná confirmando a viabilidade da implantação de florestas para a fixação de carbono será apresentado nesta sexta-feira (23)pela manhã, durante do 2º Simpósio Latino Americano sobre Fixação de Carbono – que ocorre até sábado, no Teatro da Reitoria da UFPR - Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. O trabalho, que foi financiado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente, e realizado pelo Instituto Ecoplan, OSCIP paranaense, em conjunto com a UFPR, mostra que além dos benefícios ambientais, a fixação de carbono ainda traria recursos financeiros para o estado.

De acordo com o engenheiro florestal e pesquisador que estará expondo o estudo durante o simpósio, Rafaelo Balbinot, o levantamento foi realizado nas cidades paranaenses de General Carneiro e Bituruna. “Os resultados mostram que o trabalho, além de cooperar para o controle da emissão de gases poluentes, é bastante viável e lucrativo para os pequenos agricultores dessas duas cidades. Para ser implantado só precisa de recursos”, comenta.

Segundo Balbinot, o plantio das florestas para a fixação de carbono seria financiado pelos países desenvolvidos, interessados em comprar créditos de carbono. Este novo modelo de mercado foi proposto pelo Protocolo de Kyoto e é chamado de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Mesmo o protocolo ainda não estando em vigor, a venda destes créditos já está ocorrendo em vários locais do mundo.

Os créditos de carbono são papéis que representam a redução na emissão de gases poluentes, que contribuem para o efeito estufa, em especial dióxido de carbono. “Esses países têm a obrigação de reduzir a emissão ou retirar o carbono pelas florestas, segundo as determinações do Protocolo de Kyoto”, diz.

Balbinot explica que os agricultores enquadrados para participar do projeto teriam de ter a terra e se prontificar a desenvolver o programa. O lucro maior ocorre com a extração da madeira, que pode levar entre 15 e 25 anos – dependendo do tipo de cultura. “A vantagem desses agricultores é que eles não investem nada e podem, ao longo deste período, garantir renda com os créditos de carbono”, justifica.

Segundo o engenheiro ambiental e presidente do Instituto Ecoplan, Marco Aurélio Ziliotto, o programa traz grandes benefícios sociais, em termos de emprego e renda para a região, que é conhecida como o Cinturão da Fome – por ser uma das mais carentes do estado. O estudo mostra que o projeto geraria até 1.000 empregos diretos, 3 mil indiretos, beneficiando cercas de 4 mil famílias. “É o típico exemplo de desenvolvimento sustentável viável ambientalmente e economicamente”, explica Ziliotto.

Balbinot lembra que os projetos de MDL são muito vantajosos para os países em desenvolvimento. “Estamos falando de países desenvolvidos que precisam fixar carbono e têm dinheiro para investir. Essa verba vem para o Brasil a fundo perdido e proporciona melhorias nas condições de vida de pessoas de baixa renda, gerando o desenvolvimento sustentável e melhorias ambientais”, completa. (Instituto Ecoplan)







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