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Cientista descobre nova espécie de pássaro no Peru
São Paulo, 15 de Julho de 2004
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Nova ave é descoberta no Peru Ele viu e ouviu, mas precisava de uma prova para saber se estava certo. Desde 2000, o pesquisador norte-americano Daniel Lane, da Universidade do Estado da Louisiana (LSU), tem sido atormentado pela lembrança de uma ave incomum, vista de relance durante uma expedição ao Peru. Em 2003, o cientista chegou até mesmo a gravar o canto do estranho pássaro de coloração amarela.

A comprovação, entretanto, veio apenas agora. Quatro anos depois da primeira – e rápida – observação, Lane conseguiu capturar um espécime do pássaro nunca identificado pela ciência. O exemplar, que está em um museu de Lima, logo será conhecido por um nome a ser escolhido pelo pesquisador, que fará a primeira descrição científica daquele que pode ser uma nova espécie ou mesmo um novo gênero.

Desde que viu a ave, o norte-americano retornou ao Parque Nacional Manu, no Peru, por diversas vezes, mas não teve sorte. “Depois de três anos, comecei até mesmo a duvidar de minha sanidade”, disse Lane em comunicado da LSU. Finalmente, no ano passado, o cientista e seu colaborador Gary Rosenberg, da mesma universidade, além de outros integrantes do grupo, localizaram a ave.

A equipe conseguiu também fazer uma longa gravação do canto do pequeno pássaro amarelo, uma parte fundamental do estudo ornitológico. Mas, como não conseguiram capturar um exemplar, continuaram reticentes sobre a possível descoberta.

No mês passado, Lane voltou ao Peru com alguns colaboradores e, após ter conseguido permissão das autoridades locais, começou a tocar no Parque Nacional Manu a fita que havia gravado em 2003. Na manhã de 9 de junho, o canto gravado funcionou e o pássaro procurado surgiu. Após quase uma hora de tentativas, os ornitólogos finalmente conseguiram capturá-lo.

De acordo com Lane, a ave deve ser um tipo de tangará, designação comum de espécies encontradas em regiões tropicais das Américas. O exemplar capturado se tornará o “tipo”, ou seja o espécime sobre o qual a descrição da espécie estará baseada e em relação ao qual todos os outros similares serão comparados.

O exemplar que está no Peru será posteriormente enviado à Lane, na LSU, para que seja feita a descrição científica e o teste de DNA que irá determinar as relações específicas com outras aves.

Agência Fapesp





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