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Imagens de satélite e sensoriamento remoto

Mudanças climáticas são analisadas durante reunião da SBPC
São Paulo, 21 de Julho de 2004
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Na madrugada de 27 de março deste ano, os litorais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entraram em estado de atenção. Um fenômeno nunca antes registrado pelos meteorologistas era observado no Brasil.

As imagens de satélite, analisadas dias depois, não deixaram dúvida. Era um furacão, de intensidade moderada, que atingiu o Sul do Brasil.

Segundo o pesquisador Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe), não se pode descartar por completo a tese de que o fenômeno verificado pertencia a uma nova ordem climática. A causa: as mudanças globais, que teriam chegado para ficar.

Sem querer ser catastrofista – muito pelo contrário, o pesquisador paulista tem como uma de suas características a ponderação –, Nobre afirmou em conferência realizada na segunda-feira (19/7), durante a 56ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Cuiabá, que os resultados dos estudos científicos sobre o clima na Terra são suficientes para se fazer uma afirmação categórica. “Vai ocorrer um aumento dos eventos extremos em termos de clima nas próximas décadas. Apenas ainda não sabemos onde esses processos serão verificados”, disse.

Se por acaso esses fenômenos atingirem o Brasil – outra explicação para o furacão de março é que ele pode ter sido um evento isolado, que ocorre de mil em mil anos, por exemplo –, o pesquisador lembra que a vulnerabilidade social do país deverá aumentar ainda mais. “Poderemos, por exemplo, ter uma seca mais forte no Nordeste. Ou chuvas mais intensas no Rio de Janeiro, o que irá causar um impacto grande nas encostas dos morros.”

Enquanto o Brasil e os países europeus tendem mais a tentar alternativas para as causas do problema, Nobre lembra que os Estados Unidos ainda estão convencidos de que a adaptação aos problemas que serão causados pelo aquecimento global pode ser o melhor caminho. “Isso não significa que o Brasil possa se furtar à sua responsabilidade de colaborar com a solução da situação. E isso significa que temos que reduzir bastante o desmatamento da Floresta Amazônica”, afirmou.

FAPESP





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