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Detectadas mais de 32 mil queimadas em pleno período proibitivo no MT
São Paulo, 17 de Setembro de 2004
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O período proibitivo de queima terminou nesta quarta-feira (15) em Mato Grosso com saldo preocupante: o número de focos de calor foi 56% maior do que o verificado no período de proibição do ano passado. Foram 32,7 mil focos, contra os 20,8 mil de 2003. O gerente executivo do Ibama - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Hugo Werle, delega boa parte do desempenho negativo a não veiculação de campanha de mídia pelo Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Queimadas e Incêndios Florestais. Segundo ele, a campanha foi aprovada pelo comitê com objetivo de alertar a população sobre os riscos dessas queimadas durante o período de proibição que começou em 15 de julho. "Mas não houve veiculação", reclama Werle.

O diretor de Recursos Florestais da Fema - Fundação Estadual de Meio Ambiente, entidade que preside o comitê, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não existe estudo que demonstre que uma campanha de mídia é determinante na redução ou aumento de queimadas. "Se o Ibama acredita que essa divulgação na mídia pode diminuir a incidência de focos, porque o órgão não investe nesse recurso?" - questiona Justus.

O gerente executivo do Ibama, Hugo Werle, rebate que solicitará recursos no próximo ano ao governo Federal para realizar essa campanha massiva. "Não fizemos esse ano, porque o Comitê Estadual de Prevenção garantiu fazê-la", justifica Werle.


Fazendeiros são maiores culpados -
A maior parte dos focos foram causados por grandes fazendeiros, segundo o gerente executivo do Ibama, Hugo Werle. A avaliação se deve ao registro maior de focos em municípios onde se concentram esses grandes produtores, como é o caso de Tapurah (1.805 focos), Colniza (1.230), Nova Ubiratan (1.143), Vila Rica (1.039) e Paranatinga (995). "A maior parte está no Médio Norte e no Araguaia", acrescenta a coordenadora do Proarco - programa de Monitoramento de Queimadas e Prevenção e Controle de Incêndios Florestais no Arco do Desflorestamento na Amazônia em Mato Grosso, Cláudia Calorio.

Para Werle, a alta incidência de focos também se deve ao recorde de desmates registrados no biênio 2002/2003. Foram 1,850 milhão de hectares (ha) em Mato Grosso, dos quais 1,3 milhão ilegais. Grande parte dessa madeira é queimada. "Geralmente, os produtores aguardam alguns meses até a secagem para atear fogo. Trata-se de uma desobediência civil. Pode ser que, por conta dos desmates ilegais, produtores tenham também se sentido no direito de fazer queima ilegal", avalia Werle. O Ibama não tem balanço de multas ambientais aplicadas nesse período.







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