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Nasa lança sonda que vai se chocar com cometa
São Paulo, 12 de abril de 2005
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Se tudo correr bem, parte hoje da Flórida, nos EUA, a mais nova sonda espacial da Nasa. E parece mais coisa saída dos filmes de Hollywood. A nave é a Deep Impact (impacto profundo, em português), e sua missão é abrir um buraco do tamanho de um estádio de futebol num cometa.

O lançamento deve ocorrer por volta das 17h (horário de Brasília) com um foguete Delta-2, que colocará a Deep Impact rumo a seu destino: uma trajetória de interceptação com o cometa Tempel 1, astro de forma irregular e cerca de 6,5 quilômetros de diâmetro que dá uma volta em torno do Sol a cada cinco anos e meio.

A missão, orçada em US$ 267 milhões, é parte de um grande esforço conduzido por agências espaciais de todo o mundo para aprender mais sobre os cometas.

A Nasa, responsável pelo programa espacial americano, já lançou a Stardust (que coletou amostras da cauda de um desses astros e as trará de volta à Terra) e a Contour (que deveria estudar um cometa, mas explodiu em órbita ao redor da Terra). A ESA (Agência Espacial Européia), por sua vez, lançou a Rosetta, sonda que fará o primeiro pouso suave num astro desse tipo -mas somente em meados da década que vem.

A Deep Impact completa a lista com a estratégia mais ousada de todas: a força bruta. Enquanto a espaçonave observa o cometa de uma distância segura (cerca de 500 km), uma cápsula de cerca de um metro por um metro -o módulo de impacto- se dirige para a superfície, a uma velocidade de cerca de 37 mil quilômetros por hora.

A expectativa é que o choque crie uma cratera que poderia muito bem engolir o Coliseu de Roma. Enquanto isso, a sonda coleta dados sobre o impacto e tenta observar o núcleo do cometa através da cratera.

Os cientistas têm tanto interesse nos cometas por acreditarem que eles sejam relíquias da época em que o Sistema Solar estava se formando. Sua expectativa é aprender mais sobre o processo.

Apesar do conceito violento, os cientistas garantem que a missão não irá alterar a trajetória do cometa. "Esse é o equivalente astronômico de um avião de passageiros 767 se chocar com um mosquito", diz Don Yeomans, cientista do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) envolvido na missão.

"Ele simplesmente não irá alterar o traçado orbital do cometa."

Antes do choque, a sonda terá de atravessar os 431 milhões de quilômetros que a levarão até o Tempel 1. A data planejada para o impacto foi escolhida ao típico estilo da Nasa: 4 de julho, quando se comemora o Dia da Independência dos EUA.

Folha de São Paulo





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