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Novos estudos envelhecem 40 mil anoso Homo Sapiens
São Paulo, 20 de Fevereiro de 2005
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A história do "Homo sapiens" envelheceu 40 mil anos, segundo um estudo inovador dos fósseis de Kibish (Etiópia) apresentado esta semana e que também revelou diversidade morfológica entre este hominídeo há 195 mil anos.

O geólogo Ian McDougall, da Universidade Nacional da Austrália, destacou a importância desse trabalho, pois transforma os fósseis de Kibish nos mais antigos do planeta, desbancando os crânios de dois adultos e uma criança de cerca de 154 mil e 160 mil anos de antigüidade encontrados perto de Herto, aproximadamente 225 quilômetros ao nordeste de Adis-Abeba.

A comunidade científica já sabia da existência dos fósseis de Kibish, denominados Omo I e Omo II, descobertos em 1967 por um grupo de cientistas liderados por Richard Leakey, filho do antropólogo Louis Seymour Bazett Leakey (1903-1972).

Os trabalhos de Leakey e sua mulher, Mary Douglas (1913-1996), em Olduvai, uma garganta do rio Tanganica, revolucionaram a idéia da cadeia evolutiva única desenvolvida no leste da África.

Aos Leakey se devem fósseis do "Homo habilis", "Australopithecus boisei" (1.750.000 anos), "Lucy" (a primeira homínida bípede de 3.600.000 anos) e "Proconsul africanus" (20 milhões de anos).

Em 1967, Leakey filho, que seguiu os passos de seus pais, calculou que Omo I e Omo II teriam 130 mil anos de antigüidade, um resultado controvertido pois questionava a idéia de que o homem moderno apareceu na Terra há 100 mil anos.

Quase quatro décadas depois, os trabalhos de McDougall e seus companheiros das universidades americanas de Utah e Stony Brook voltam a levantar a necessidade de revisar a teoria da cadeia evolutiva do homem.

McDougall, que se responsabilizou pela medição da idade isotópica da zona vulcânica onde foram encontrados os restos de Kibish, relatou que "a equipe encontrou restos que encaixavam com aqueles encontrados em 1967 (por Leakey filho), além de outras partes desconhecidas da ossada destes hominídeos".

"Confirmamos que os fósseis de Omo I e Omo II, formados respectivamente por um crânio e parte de um esqueleto semelhante ao do homem moderno e um esqueleto quase completo, têm o mesmo nível geológico e com essencialmente a mesma idade", destacou o cientista.

"A idade de 195 mil anos dos humanos modernos é muito similar às calculadas pelos estudos genéticos relacionadas com a origem do 'Homo sapiens'. Os fósseis de Kibish indicam também que, naquela época, havia uma considerável diversidade entre os hominídeos que viviam na Etiópia", disse McDougall.

O cientista explicou que os restos dos Omos analisados, que pertencem ao mesmo nível estratigráfico, confirmam diferenças de morfologia. Por isso, concluiu que "havia diversidade morfológica entre os 'Homo sapiens' há 195 mil anos", o que não estava confirmado.

No entanto, a pesquisa da qual McDougall participou não apresentou avanços sobre a forma de vida desses antigos habitantes da Terra, dos quais se tem apenas algumas ferramentas de pedra.

John Shea e John Fleagle tentarão conseguir mais dados sobre isso e publicarão suas observações antropológicas sobre os homens de Kibish, disse McDougall.

As pesquisas da equipe de cientistas australianos e americanos foram financiadas pela Fundação Nacional de Ciência, a Fundação L.S.B. Leakey Foundation, a Sociedade Nacional Geográfica e a Universidade Nacional Australiana.







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