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Saiba tudo sobre a Gripe do Frango
São Paulo, 28 de Março de 2005
ÍNDICE GERAL   

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que uma pandemia da gripe do frango é inevitável e orientou governos do mundo inteiro a tomar providências para conter o contágio de humanos pela doença.

Treze pessoas morreram no Vietnã desde dezembro por causa do vírus, e a Tailândia e o Cambódia também registraram mortes ligadas à gripe do frango.

Segundo a OMS, é altamente provável que haja uma pandemia da doença entre seres humanos. Mas como a doença se espalha e o que é posível fazer para contê-la?

Leia, a seguir, sobre os principais pontos da gripe do frango, apresentados em forma de pergunta e resposta.

Por que os especialistas estão tão preocupados com a gripe do frango?
Experiências passadas indicam que uma pandemia está se aproximando. No último século, houve três surtos graves de gripe.

O primeiro, batizado de gripe espanhola, foi em 1918 e matou 50 milhões de pessoas no mundo todo.

A gripe asiática foi o segundo grande surto, provocando um milhão de mortes. Finalmente, veio a gripe de Hong Kong em 1969, deixando mais um milhão de vítimas.

Os sintomas da gripe do frango são parecidos com os de outros tipos de gripe – febre, mal estar, garganta inflamada e tosse. Também é comum a ocorrência de conjuntivite.

Onde o surto deve começar?
Todas as atenções estão voltadas para o sudeste asiático, onde a gripe do frango matou 32 dos 45 humanos infectados com a doença desde 1997.

As pessoas pegam a doença por meio de contato próximo com aves infectadas vivas. Os pássaros expelem o vírus nas fezes, que depois de secas, pulverizam-se, sendo inaladas com o ar pelos seres humanos.

Mas há receios de que o vírus da gripe do frango pode sofrer uma mutação em contato com o da gripe humana, o que permitiria que o vírus fosse transmitido de uma pessoa para outra.

Existe tratamento?
Até agora o vírus tem sido combatido com o sacrifício em massa de aves que podem levar o vírus.

Para que fosse desenvolvida uma vacina, o surto teria de se materializar e poderia levar meses até que os cientistas conseguissem criar uma medicação profilática.

Há, no entanto, drogas antivirais, que contêm os sintomas e, como consequência, diminuem as chances de a doença se espalhar.

Esses remédios agem bloqueando a ação de uma proteína chamada neuraminidase, que o vírus usa para infectar células humanas.

Eles podem ser tomados quando uma pessoa começa a sentir os sintomas ou logo depois do contato com aves contaminadas.

BBC





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