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Milho transgênico tem efeito nocivo em ratos
São Paulo, 24 de Maio de 2005
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Em reportagem publicada neste domingo, o jornal britânico The Independent revelou resultados de um experimento segundo o qual uma variedade de milho transgênico da Monsanto produziu efeitos nocivos sobre a saúde de ratos.

Citando um relatório "secreto" de 1.139 páginas, o texto diz que animais alimentados com o milho geneticamente modificado apresentaram alterações no sangue e rins menores, em comparação a animais alimentados com milho convencional.

Os resultados, segundo o jornal, colocam em dúvida a segurança do milho transgênico para alimentação humana. Os dados referem-se a uma variedade específica, chamada MON 863, que está nesse momento sendo avaliada para liberação comercial na União Européia. As plantas carregam em seu DNA o gene de uma bactéria que as torna resistentes ao ataque de lagartas.

Em entrevista ao jornal britânico, o pesquisador Michael Antoniu, do Guy´s Hospital Medical School, classificou os dados como "muito preocupantes do ponto de vista médico".

A Monsanto, em resposta, disse que o estudo não é confidencial e que os resultados foram submetidos às agências reguladoras européias como parte do pedido de liberação comercial do produto. A variedade, segundo a empresa, foi aprovada pela Autoridade Européia de Segurança Alimentar (EFSA), que considerou "improvável que haja quaisquer reações adversas na saúde humana e animal e ao meio ambiente no contexto do seu uso proposto".

O estudo, segundo o gerente de biotecnologia e sementes da Monsanto no Brasil, Geraldo Berger, foi encomendado pela empresa ao laboratório de toxicologia Covance, no EUA, em 2002. Levou 90 dias e foi feito com camundongos, e não ratos, como escreveu o Independent. "Não são resultados negativos. Alguns parâmetros apresentaram diferença significativa entre os animais com dieta transgênica e convencional. Porém, nada fora dos padrões normais", disse Berger. "Não há efeito sobre a segurança do produto".

Especialistas brasileiros em biotecnologia preferiram não comentar o caso sem ver a íntegra do estudo.

A Monsanto, segundo Berger, não tem interesse em comercializar a variedade MON 863 no Brasil porque o tipo de lagarta ao qual ela é resistente (diabrótica, que ataca as raízes) não é uma praga significativa no País. O produto, segundo a empresa, é cultivado desde 2003 nos EUA e Canadá e já foi aprovado para consumo no Japão, Coréia, Taiwan, Filipinas, Rússia e México.

Uma outra variedade, MON 810, aguarda parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para liberação no Brasil. A CTNBio, que teve sua composição e atuação alteradas pela nova Lei de Biossegurança, em março, está com suas atividades paralisadas, aguardando regulamentação das normas.







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