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  • Saturno

  • Rotação: 10h39m26s
  • Translação: 29 anos, 167 dias e 6.7 horas
  • Diâmetro: 120536 km
  • Temperatura: -125 C
  • Gravidade: 9.05 m/s^2
  • Luas: 49 confirmadas até 2006
  • Composição da atmosfera: Helio e Hidrogênio


    Localizado entre Júpiter e Urano, Saturno é o último dos planetas visíveis a olho nú e portanto dos planetas conhecidos na antiguidade. Mesmo sendo o segundo maior planeta do sistema solar, somente a partir do final da década de 70, através das sondas Pionner XI e Voyager I e II é que se se obteve informacões de algum valor a seu respeito.

    Tem um grande número de satélites, dos quais 18 têm nomes, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos, composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o mais externo situado entre 180 mil e 400 mil km do centro do planeta.


    Atmosfera

    A composição de Saturno é parecida com a do Sol e também de Júpiter, mas suas faixas têm contrastes mais atenuados do que este. Isto deve-se principalmente às temperaturas mais baixas em sua atmosfera.

    Em Saturno os movimentos atmosféricos são bem rápidos e os ventos atingem a velocidade de 1800 km/h.

    Nuvens de Amônia congelada proporcionam o tom esbranquiçado predominante em sua atmosfera. As colorações marrons podem ser nuvens de hidrosulfeto de amônia (NH4 HS) e os pouquíssimos locais azulados são cristais de gelo.

    Somente através das aberturas profundas em sua atmosfera, proporcionadas pelos furacões, é que se pode ver as regiões mais internas do planeta.

    Com excessão do hélio, a composição atmosférica é semelhante e proporcional à do Sol. predominando do H2. Em quantidades bem menores estão presentes gases nobres como neônio e argônio, mais a presença de metano amoníaco, ozônio e anidrido sulfuroso. Também existem sinais de fosfina e propano, os mesmos corantes presentes em Júpiter.


    Superfície

    A estrutura interna é bem parecida com a de Júpiter, porém supõem-se que seu núcleo seja composto de óxido de magnésio, óxido de silício, sulfeto e óxido de ferro, onde está 25% da massa total (que é de 95 vezes a terrestres), ocupando apenas 20% do raio planetário.

    A parte compreendida entre 20% e 50% desse raio supõem-se ser ocupada por hidrogênio líquido metálico a uma temperatura de 20.000 Kelvin a 30.000 Kelvin. Acima disso está o envólucro de hélio e hidrogênio ainda em estado líquido, podendo chegar a supefície do planeta ainda nesse estado, dai por diante ao estado gasoso e formando a atmosfera.

    Assim como Júpiter, Saturno envia ao espaço duas ou três vezes mais energia do que recebe do Sol.


    Campo magnético

    A magnetosfera de Saturno é das mais complicadas de todo o sistema solar, devido ao grande número de partículas dos anéis e a influencia de seus grandes satélites.

    O eixo magnético está inclinado 0.7 grau com o eixo de rotação e o campo mede 0.21 Gauss, sendo que nos pontos de maior intensidade não chega a metade do valor do campo terrestre. Apesar disso a magnetosfera (espaço ao redor do planeta, onde o campo é dominante), tem grandes dimensões.

    Na direção do Sol a magnetosfera atinge 1,40 milhões de km e no lado oposto atinge 4,82 milhões de km. Na presença desse campo ocorrem a captura de partículas carregadas, que formam uma camada de plasma ao redor do planeta. Essa camada tem baixíssima densidade, porém é muito espessa.

    Sondagens das Voyagers demonstraram o que o campo magnético faz uma rotação completa em 10h39min26s, que é o tempo mais provavel para a rotação do planeta, pois acredita-se que o campo magnético seja solidário com o interior do planeta.

  • Conheça os anéis de Saturno
  • Conheça as luas de Saturno


    Observando Saturno

    Saturno é o último dos planetas que se pode observar sem auxílio de instrumentos.

    As observações dos anéis de Saturno feitas da Terra dependem da posição de Saturno com relação relativo à Terra, já que devido à inclinação das órbitas da Terra e de Saturno, os anéis podem ser vistos como um disco com o planeta no centro ou podem ser vistos como dois braços de Saturno.

    Em 1675 Giovanni Cassini (1625-1712) descobriu que havia um vazio no anel como um todo. Esse vazio ficou conhecido como Divisão de Cassini, sendo a maior divisão dos anéis.



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